DA REDAÇÃO: Soja opera em queda em Chicago à espera do relatório do USDA

Publicado em 10/10/2012 14:01 e atualizado em 10/10/2012 15:19
Grãos: Expectativas se voltam para relatório de amanhã (11) do USDA. Estimativas dos analistas são divergentes e há nervosismo no mercado devido às últimas baixas nas cotações. Índices de produtividade devem aumentar e demanda também.
Nesta quarta-feira (10) a soja opera em queda de mais de vinte pontos nos primeiros vencimentos na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista de mercado da Futures International, Pedro Dejneka, há um nervosismo muito grande no mercado devido às baixas nas cotações registradas nas últimas três semanas. Além disso, há uma divergência muito grande dos analistas em função do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que deve ser divulgado amanhã (11). O analista sinaliza que ninguém sabe ao certo o que o relatório irá apontar, o que será feito com a demanda ou quanto irá aumentar a oferta. A expectativa é que o órgão indique um aumento na produção da soja, e os relatos vindos do campo, sinalizam uma produção um pouco melhor do que o divulgado no relatório de setembro do USDA. “O mercado parece ter precificado um número, cerca de 5% acima de setembro, mas ainda sabemos o que o USDA irá dizer”, afirmou Dejneka. O analista ainda explicou que, caso o relatório apresente uma elevação na produção, acima de 5% na soja e ao mesmo tempo não registre um aumento muito grande na demanda, o que pode ocasionar uma alta nos estoques finais, essa situação pode adicionar uma pressão contínua no mercado. Devido a esse quadro, os contratos novembro 2012 e janeiro 2013 podem operar abaixo dos US$ 15 por bushel ou até mesmo US$ 14,50 por bushel, conforme disse Dejneka. Mas, caso o relatório não divulgue uma produção na soja acima de 5%, o mercado terá tempo para analisar a demanda que permanece firme, e o mercado poderá tentar buscar novas máximas. E ainda se o órgão relatar uma produtividade acima de 6% no relatório será histórico, uma vez que o USDA raramente aumenta os números dessa forma, de agosto para setembro. Ainda na visão no analista, dependendo do que for anunciado amanhã, o mercado pode encontrar um novo piso a médio prazo. “Pode ser os US$ 15,04 que vimos na semana passada, ou podemos retomar uma tendência de alta no curto e médio prazo visando os US$ 16,50 ou US$ 17 por bushel ou até mesmo um pouco mais dependendo da demanda”, acredita Dejneka. Por outro lado, o analista orienta que é necessário prestar atenção em quanto o USDA irá aumentar a oferta, a produção de soja nos EUA em relação ao relatório de setembro e quanto à demanda irá acompanhar. “Sabendo esses dois números e os estoques finais, a gente vai poder identificar se tem ou não um piso no mercado, agora se aumentar demais a produção e a demanda não acompanhar aumentando assim os estoques mais do que o mercado espera, os preços podem ter mais pressão e ir abaixo de US$ 15 dólares”, finalizou o analista.
Por: Kellen Severo e
Fonte: Notícias Agrícolas

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