DA REDAÇÃO: Área plantada no Brasil deve atingir 27,3 milhões de hectares
Publicado em 22/10/2012 12:35
e atualizado em 22/10/2012 15:18
Soja: Safras & Mercado aponta uma previsão de área de plantio de 27,3 milhões de hectares, com aumento de 10% em relação ao relatório de julho. Estimativa para produtividade não foi alteradas e produção ficou mantida em 82,5 milhões de toneladas.
De acordo com a última estimativa da Agência Safras & Mercado a área plantada no Brasil teve um aumento de cerca de 10%, passando para 27,3 milhões de hectares. Segundo o analista de mercado da agência, Flávio França, a estimativa da produção não sofreu alteração desde o último relatório de julho mantendo o dado de 82,5 milhões de toneladas.
O analista explica que o número é superior a safra 2011/12 que foi prejudicada pelas adversidades climáticas. E a expectativa é que a produção 2012/13 seja recorde, mas o início do plantio no país é irregular, principalmente no Centro-Oeste. Em muitas localidades o plantio está acelerado, mas em outras a semeadura está atrasada em função da falta de chuvas.
“Esse atraso traz uma preocupação para o mercado que já começa a especular e refletir essa irregularidade do plantio, pois o nível de ansiedade para a safra brasileira é muito grande, e o mundo precisa de uma produção cheia na América do Sul”, disse França.
O maior problema é registrado em Goiás, onde a semeadura está muito atrasada em comparação com anos anteriores, nos quais o percentual era de 15%. O analista também sinaliza que é possível plantar a soja em novembro sem grandes problemas, mas essa situação pode refletir na diminuição da janela para o plantio do milho safrinha.
A região sudoeste de Goiás tem grande importância para a safra de inverno do milho, com isso o problema nas lavouras de soja pode repercutir no mercado de milho, conforme disse França. Além disso, é recomendável a diluição do plantio para que diminua os riscos com os problemas climáticos.
França afirma que o plantio brasileiro atingiu 16% até a última sexta-feira (19) contra 12% da média global, por isso não chega a influenciar tanto o mercado internacional. “Mas, a preocupação com o clima é grande e o mercado começa a ficar mais sensível e pode engrenar um novo movimento de alta por conta da questão do clima sulamericano”, falou.
Ainda de acordo com o analista, o mercado começou a ensaiar uma queda nas últimas semanas, mas não pode recuar muito, haja vista que os compradores voltam ao mercado com as cotações mais baixas. Em decorrência desse quadro, o mercado tende a trabalhar na faixa de US$ 15,00 e US$ 16,00 por bushel, segundo acredita França.
“E possivelmente com a entrada da nossa safra em fevereiro de 2013, teremos um degrau de preço talvez US$ 1,00 por bushel abaixo dos atuais patamares”, finalizou o analista.
Fonte:
Notícias Agrícolas