DA REDAÇÃO: Números de exportações nos EUA pressionam cotações em Chicago
Publicado em 25/10/2012 13:06
e atualizado em 25/10/2012 15:28
Grãos: Dados sobre as exportações dos EUA vieram abaixo do que o mercado esperava, provocando um recuo nas cotações em Chicago. A notícia de demanda aquecida estava sustentando o mercado até então, mas, com os números divulgados hoje, os preços foram para o terreno negativo.
As Commodities Agrícolas operam em baixa nesta quinta-feira (25) na Bolsa de Chicago. A soja trabalha com queda de mais de dez pontos nos primeiros vencimentos. Segundo o operador de mesa, Bruno Perottoni, esse movimento é decorrente dos dados de exportação dos EUA divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), hoje.
O operador sinaliza que os números vieram abaixo do esperado pelo mercado e que após o anúncio as commodities passaram a trabalhar em queda. “A notícia de demanda aquecida estava sustentando o mercado até então, mas com a divulgação dos números os preços foram para o campo negativo”, ratificou Perottoni.
O mercado esperava números entre 150 e 250 mil toneladas exportadas para o milho, mas o órgão noticiou que as exportações norte-americanas atingiram 142,3 mil toneladas. Do mesmo modo, para a soja o mercado projetava 650 mil toneladas, e número anunciado foi de 520 mil toneladas embarcadas.
“Essa situação acabou frustrando o movimento de alta para as commodities mesmo nesse dia em que o cenário macro econômico é positivo”, diz Perottoni.
Além disso, o operador acredita que a restrição nas exportações de trigo da Rússia pode elevar os preços do produto, e consequentemente as cotações da soja. Essa situação seria semelhante à de 2010, na qual o país proibiu as embarcações, o que ocasionou um ciclo de alta nas commodities.
“O milho e trigo tem uma correlação muito positiva, uma relação de substituição na alimentação, então se o trigo subir o milho também sobe. E por outro lado o milho disputa a área plantada com a soja que também tem que acompanhar”, afirma o operador.
Ainda de acordo com Perottoni, o mercado volta à atenção para a situação das exportações na Rússia e para o desenvolvimento das lavouras na América do Sul, que no Brasil já apresenta um atraso, como é o caso de Goiás.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas