DA REDAÇÃO: Nenhum indício de problemas na safra de soja e o mercado segue sem novidades
Publicado em 26/10/2012 12:19
e atualizado em 26/10/2012 16:18
Grãos: Mercado sem novidades hoje (26). No exterior, continua a observação da situação climática brasileira e do início do plantio na Argentina. Sobre o milho, as exportações do Brasil estão avançando bem e podem chegar a 10 milhões de toneladas a mais que em 2011.
O mercado hoje (26) está sem novidades. No exterior, a atenção é para a situação climática brasileira e para o início do plantio na Argentina. Exceto algumas áreas isoladas de preocupação, não há nenhum indício de problemas na safra de soja. A pressão sazonal da entrada da safra americana já foi absorvida pelo mercado e a situação financeira do óleo está bem.
O mercado de commodities é todo interligado. Com isso, as pressões na Rússia e na Ucrânia, mais alguns problemas climáticos na Austrália e, ainda, a quebra da safra americana de milho, podem vir a trazer problemas para o trigo, em relação à oferta. A expectativa é que o consumo de trigo para ração aumente, mas se houver uma menor disponibilidade de trigo, o mercado pode começar a ficar agitado.
Até a terceira semana de outubro, o Brasil já havia exportado 11,9 milhões de toneladas de milho, o que já seria um novo recorde mesmo antes de terminar o ano. Se a média de exportações continuarem a 3 milhões de toneladas por mês, é possível que o Brasil alcance um nível histórico de 18 milhões de toneladas. Com isso, o mercado enxuga um pouco os estoques e pode manter um preço mais elevado.
Hoje, o milho, no Porto de Paranaguá, estava a R$ 33,00 e alguns contratos da BM&F estavam acima desse valor. Isso significa que o ritmo de exportações brasileiras superou as expectativas e o mercado comprador não quer ficar apenas contando com a situação climática para tomar atitudes. Então o comprador do mercado interno acompanha o mercado externo para adquirir os volumes necessários para consumo.
A expectativa é de uma grande safra de milho em 2013, mas o produtor deve manter a atenção e não ficar apenas na euforia, já que esse cenário pode mudar no próximo ano se os EUA tiverem uma safra cheia. É importante observar os níveis de preço que, aparentemente, vão ser melhores no primeiro semestre de 2013.
Por:
Kellen Severo
e
Paula Rocha
Fonte:
Notícias Agrícolas