DA REDAÇÃO: Eleições nos EUA e clima melhor no Brasil pressionam cotações da soja em Chicago
Publicado em 05/11/2012 13:25
e atualizado em 05/11/2012 16:52
Grãos: eleições nos EUA e indicativos de clima um pouco melhor no Brasil pressionam as cotações da soja em Chicago nesta segunda-feira (05). Relatório do USDA que será divulgado quinta-feira (08) pode corrigir para cima os números da oleaginosa e do milho.
As eleições nos EUA e os indicativos de clima um pouco melhor no Brasil pressionam as cotações da soja em Chicago nesta segunda-feira (05). A commodity opera com queda de dois dígitos em todos os vencimentos.
Além disso, o relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado na próxima quinta-feira (08) deve corrigir para cima os números da soja e do milho norte-americanos. Segundo o consultor de mercado, Vlamir Brandalizze, na oleaginosa a expectativa é que haja um avanço entre 1 e 2 milhões de toneladas na produção.
“No caso do milho a produtividade também deve ser corrigida para cima, as perdas são grandes, mas não tão grandes quanto o esperado. Por outro lado, esperamos que o USDA já venha com números menores da produção chinesa de grãos e consequentemente terá que aumentar as importações chinesas para o próximo ano”, afirmou Brandalizze.
Apesar desse cenário, o consultor sinaliza que os fundamentos ainda são positivos. E mesmo que se confirme esse aumento na produção dos EUA a demanda será maior, pelos países asiáticos, principalmente a China, o que dá tranquilidade para observar o mercado a médio e longo prazo uma vez que mantém os preços firmes.
“Já a produção brasileira tem que ser boa para compensar as grandes perdas norte-americanas para termos uma produção próxima de 264 milhões de toneladas, e se o Brasil colher uma safra cheia perto de 80 milhões de toneladas conseguimos fazer com que o mercado mundial tenha uma estabilidade”, disse Brandalizze.
Porém, caso haja qualquer problema a safra, a tendência é que o mercado volte a buscar novas máximas, ultrapassando o patamar de US$ 17 por bushel, haja vista que a safra é menor do que o consumo e os estoques mundiais são baixos, conforme explicou o consultor.
Do mesmo modo, as cotações do milho devem permanecer elevadas em função do ritmo de embarques e do interesse dos países importadores pelo cereal brasileiro. Somente em outubro, foram exportados 3,6 milhões de toneladas, um recorde histórico mensal.
“Contratos devem confirmar novos recordes, vamos fechar o ano provavelmente em 17 milhões de toneladas embarcadas. O que obriga outros setores, como avicultura e suinocultura a colocarem ajustes nos valores finais da carne”, finalizou Brandalizze.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas