DA REDAÇÃO: Relatório de exportações dos EUA pressiona cotações da soja
Publicado em 08/11/2012 13:14
e atualizado em 08/11/2012 16:50
Grãos: números do relatório de registro de exportações dos EUA abaixo do esperado pelo mercado pressionam cotações da soja na CBOT. Redução na produção chinesa pode elevar os preços da oleaginosa no mercado internacional.
Os números do relatório de registro de exportações dos EUA abaixo do esperado pelo mercado pressionam as cotações da soja na CBOT nesta quinta-feira (08). Segundo o analista de mercado da New Edge, Daniel D’Ávilla, após a divulgação do relatório os preços começaram a recuar.
Outra notícia que pode influenciar o mercado daqui para frente é de que a China irá reduzir a sua produção para menos de 10 milhões de toneladas, conforme explica o analista.
“Com isso, o governo chinês pode comprar a soja por um preço mais alto para ajudar o mercado interno. Teoricamente a china pode ficar um pouco fora do mercado aqui uma vez que está se abastecendo com a soja local, mas terá que voltar ao mercado. Pode ser uma saída de ajudar o produtor e com isso forçar os preços para baixo por uma falta de demanda momentânea”, afirma.
Já em relação ao levantamento de safra divulgado pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) hoje (08), D’Ávilla sinaliza que ajuda a pressionar os preços e que a partir de fevereiro o Brasil vai começar a colocar soja no mercado. E mesmo com a estimativa de produção maior, não resolve a situação dos estoques apertados.
Em decorrência desse cenário, a tendência para os preços da oleaginosa é altista no médio e longo prazo. O analista também afirma que preços melhores ainda estão por vir, e que os produtores devem ficar atentos com o desenvolvimento da produção no Brasil e na Argentina.
“A orientação é que os produtores vendam devagar e não fiquem esperando o mercado subirem de uma vez. Por enquanto, acho que poderemos ter preços mais altos. Além disso, os fundos estão muito comprados e podem em algum momento liquidar”, finalizou D’Ávilla.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas