DA REDAÇÃO: Soja opera com baixas expressivas na CBOT
Publicado em 12/11/2012 13:34
e atualizado em 12/11/2012 16:11
Grãos: commodities iniciam a semana em queda em Chicago pressionadas pelo relatório do USDA e o bom andamento do clima na América do Sul. Soja trabalha com mais de 40 pontos de baixa. Mercado irá tentar encontrar um novo ponto de equilíbrio.
Nesta segunda-feira (12) as commodities agrícolas operam em baixa na Bolsa de Chicago. A soja registra quedas de mais de 40 pontos em todos os vencimentos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Flávio França, esse movimento baixista é decorrente do último relatório de oferta e demanda divulgado na sexta-feira (09) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
O analista sinaliza que a mensagem do departamento é de que a perda nas lavouras de soja nos EUA foi muito pequena em comparação com as projeções iniciais do próprio USDA. “A grande pergunta que fazemos é onde o órgão errou, se o erro grosseiro foi no começo quando a safra foi avaliada em 73 milhões de toneladas ou erra agora com o aumento na produção para 81 milhões de toneladas, o que tirou a sustentação do mercado”, acredita.
E em relação às notícias de que o USDA estaria manipulando os números da safra, o analista diz que essa questão é muito subjetiva e não há como provar essa afirmação.
Além disso, o bom andamento do clima e da safra na América do Sul também contribui para esse cenário baixista. Devido a essa situação, o mercado perdeu força e agora irá tentar encontrar um novo ponto de equilíbrio que não é mais os US$ 15 ou US$ 16 dólares registrados duas semanas atrás, conforme afirma França.
E até que o mercado se reorganize não estão descartadas novas baixas a partir do momento que os preços emendam uma sequência de quedas. “O comprador pode tirar o pé do acelerador e esperar para ver onde vai, até mesmo a china pode adiar as compras para ver se o mercado cai mais um pouco”, diz o analista.
Por outro lado, França explica que os fundamentos ainda são positivos, a demanda estará forte e os estoques mundiais permanecem fortes. “O mercado tem suporte via demanda, porém a curto prazo tem um viés negativo até que o mercado encontre um novo ponto de equilíbrio”, ratificou.
Ainda na visão do analista, no curto prazo houve uma inversão de tendência, em função dos relatórios do USDA de outubro e novembro que surpreenderam o mercado. “Vínhamos trabalhando com patamares de segurança de preços diante da falta de produto, mas agora temos o produto. Então mudou o patamar, os preços perderam bastante do seu suporte da sua referência e agora a visão é um pouco mais negativa. O mercado perdeu US$ 1 ou US$ 2 dólares mais negativas por bushel do que nós tínhamos há um mês”, finalizou.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas