DA REDAÇÃO: Soja sente pressão do USDA e continua movimento de queda na CBOT
Refletindo os números baixistas sobre a oferta e demanda mundiais divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira (09), os contratos futuros da soja começaram a semana com perdas acima de 40 pontos na Bolsa de Chicago. Além disso, o mercado esta atento à melhora do clima na América do Sul e no avanço dos trabalhos de plantio da safra 2012/13.
Segundo o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, os investidores começam a testar valores cada vez mais baixos, chegando próximos ao piso. Ou seja, essa influencia dos participantes do mercado ainda é considerada muito técnica. No entanto, queda atrai a atenção dos compradores mundiais, provando que o fundamento da demanda aquecida é fator suficiente para a sustentação dos preços internacionais.
Para o milho, apesar dos números do USDA, Brandalizze afirma que, no final da tarde desta segunda-feira (12), mais um fator positivo à demanda pode ser acrescentado. A China parece continuar suas compras, negociando com os Estados Unidos novos embarques da safra 2013/14. Vale lembrar que os norte-americanos estão com os estoques apertados e tendem a continuar até a próxima temporada. Somente em outubro, suas importações subiram 11%.
No Brasil, o momento é confortável para os produtores que já aproveitaram os preços elevados para comercializar antecipadamente sua produção agrícola. Assim, diante das recentes quedas, é possível que este agricultor aguarde por uma reversão do mercado, de olho no principal fundamento de oferta aperta e demanda mundial aquecida.