DA REDAÇÃO: Em Sinop (MT) saca de milho é negociada a R$18, mas produtores seguram oferta à espera de melhores preços
De acordo com o delegado da Aprosoja, Leonildo Barei, boa parte da comercialização se deu em agosto, quando a saca do milho era negociada em torno dos R$20. No entanto, problemas logísticos dificultaram escoamento da produção e preços chegaram a operar a R$15.
Sem oferta de milho e sem grandes necessidades de se capitalizar, produtor aposta em alta nos preços para os próximos 15 dias. Segundo Barei, frete do Mato Grosso ao sul do país custa R$18.
Para a soja, últimas negociações no mercado físico aconteceram em agosto. Já para o mercado futuro, cerca de 60% da produção estimada foi vendida antecipadamente, entre R$40 e R$58. “Produtor fez venda escalonada, pois custo da lavoura também estava subindo muito”, explica o delegado.
Altas nos preços da soja puxaram adubos, fertilizantes e insumos, levando muito para cima o custo agrícola. “Nesta safra, produtor tem custo muito alto. Cerca de 60% da safra vendida não paga custo de confecção das lavouras, pois lucro do produtor representa apenas 10% da receita. Então se preços continuarem em patamares acima de R$50, produtor ainda consegue ter mesma rentabilidade de anos anteriores, mas se preço cair o custo já está mais alto. Então ele passa a ter uma renda menor, mas com um custo mais elevado”, esclarece Barei.
Produtor deve fazer vendas escalonadas, travando gradativamente suas posições no mercado, a fim de não ficar exposto a possíveis baixas nas cotações.