DA REDAÇÃO: Tecnologia auxilia produtores rurais a controlar pragas nas lavouras
Publicado em 11/12/2012 13:14
e atualizado em 11/12/2012 17:13
Campo Mourão (PR): chefe da Fazenda Experimental da Coamo afirma os produtores não precisam plantar diferente de 45 cm e realizar o plantio cruzado para obter o máximo de rendimento na soja. E para combater a buva, agricultores devem usar os herbicidas corretos e a tecnologia de aplicação.
Nos últimos anos a tecnologia tem sido uma ferramenta dos produtores rurais brasileiros para auxiliar a produção agrícola. De acordo com o chefe da Fazenda Experimental da Coamo, localizada em Campo Mourão (PR), Joaquim Mariano Costa, a safra anterior registrou alguns problemas, mas esse ano os problemas ainda resistem e os agricultores querem saber o motivo dessa situação.
“Porém, ninguém disse ao produtor que era para ele parar de olhar as lavouras, parar de monitorar as pragas, ou ver os índices de danos. A biotecnologia traz conforto para o produtor, mas ele deve se atualizar. Tem que sair da situação de conforto, e evoluir”, diz Costa.
Em relação à soja cruzada, o chefe afirma que baseado nos resultados das pesquisas na fazenda, os produtores não precisam plantar, diferentemente, de 45 cm e não necessitam fazer o plantio cruzado para obter o máximo de rendimento na soja. Além disso, o plantio muito adensado pode ocasionar algumas implicações.
“Na região mais fria do estado, a doença principal é o mofo branco e se adensar muito, aumentar a população de plantas vai piorar a doença. E na parte mais acima do PR, o produtor tem que tomar cuidado, pois as chuvas são tropicais e o solo tende a ser arenoso, o que implica em erosão. Um plantio de morro abaixo com menos de 30% de argila no solo, certamente dará erosão”, explica Costa.
Ainda de acordo com o chefe, na safra passada quase não havia problemas com a buva. Por outro lado, esse ano a praga se tornou um dos problemas mais graves na região. E para resolver essa situação é necessário utilizar os herbicidas corretos e a tecnologia de aplicação.
“Já a resistência de capim, a orientação é para que os produtores enfrentem o problema com bastante antecipação, e para isso estamos fazendo o trabalho na Fazenda Experimental de uma forma que tem como manejar ela e de forma que não prolifere tanto”, finalizou o chefe.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas