DA REDAÇÃO: Soja opera com altas expressivas na CBOT nesta sexta-feira (14)
Publicado em 14/12/2012 11:59
e atualizado em 14/12/2012 16:13
Grãos: mercado já absorveu os números do relatório do USDA e agora passa a trabalhar de modo técnico. Exportações norte-americanas permanecem em ritmo forte. A expectativa é que com altos preços a demanda possa ser racionada. Com proximidade do final de ano, os fundos de investimentos tendem a liquidar posições.
Nesta sexta-feira (14) o Mercado de Commodities Agrícolas opera em alta na Bolsa de Chicago. A soja trabalha com altas expressivas de mais de 10 pontos em todos os vencimentos. Segundo o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, o mercado já absorveu os números do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e agora passa a trabalhar de modo técnico.
Além disso, as exportações norte-americanas permanecem em ritmo elevado, no entanto, chegará o momento em que o mercado terá que racionar o preço. “Por isso, o mercado está um pouco mais firme. O EUA não pode exportar nesse nível e atender a demanda interna em um ano que tiveram quebra na safra”, afirma Cachia.
O analista destaca que agora no final de ano o mercado entra em modo técnico, e preciso observar como será a postura dos fundos de investimentos uma vez que essa é a época de bônus. Os operadores, investidores esquecem o lado fundamental e apóiam em sinais técnicos, é comum nesse período que o pessoal venda posições para garantir lucro, conforme explica Cachia.
Por outro lado, o mercado interno brasileiro segue parado haja vista que muitos produtores aproveitaram os bons momentos, e agora o mercado está mais parado. Os produtores preferem esperar para ver o que irá acontecer em 2013.
“E a demanda continua forte, muito agressiva, os compradores na Ásia e na Europa não podem correr o risco de algum problema climático na América do Sul e nos EUA, então estão tentando garantir e colocar a mão no produto”, acredita Cachia.
Ainda na visão o analista, 2013 pode apresentar dois cenários diferentes, bons preços em função da demanda agressiva, mas talvez à medida que o EUA plante e caso o clima seja favorável o mercado, do lado comprador, pode ficar mais tranqüilo e isso pode ser um fator de pressão para os preços no segundo semestre.
Já em relação à safrinha de milho brasileira o analista provavelmente dará lucratividade aos produtores brasileiros. Entretanto, os problemas logísticos podem prejudicar o escoamento da produção do país. Por isso, a orientação é que os produtores negociem antecipadamente e não comercializar na safra norte-americana uma vez que o risco é maior.
“A demanda está forte, temos dois problemas é em relação à safra norte-americana e outra questão de logística que com a safra cheia no Brasil em 2013 com soja e milho pode haver um congestionamento nos Portos, problemas de armazenagem, e tudo isso tem que ser visto, pois isso pode pesar nos preços”, finalizou Cachia.
Fonte:
Notícias Agrícolas