DA REDAÇÃO: Soja: cotações da oleaginosa tendem a recuar em 2013
Publicado em 17/12/2012 12:57
e atualizado em 17/12/2012 17:10
Grãos: soja volta a atingir o patamar de US$ 15 por bushel, sustentada pela demanda firme e a questão climática na América do Sul. Principalmente, na Argentina onde o plantio está atrasado devido às chuvas excessivas. Preços devem permanecer aquecidos no primeiro momento, e o mercado pode registrar novas altas.
Neste início de semana os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a atingir o patamar de US$ 15 por bushel. Segundo o analista da Safras & Mercado, Flávio França, os preços são sustentadas pela demanda firme e a questão climática na América do Sul.
“Essa combinação de fatores a firme demanda nos EUA tanto no mercado de exportação quanto no mercado interno e o fator clima no hemisfério sul, principalmente, na Argentina que no milho talvez não seja possível plantar a área estimada em função do tempo”, ratifica França.
Inclusive alguns analistas acreditam que pode haver perdas de potencial de produtividade nas lavouras. Então, essas duas variáveis chaves devem manter os preços aquecidos no primeiro momento, e existe a possibilidade do mercado registrar novas altas, porém irá depender do comportamento do clima daqui para frente, conforme explica o analista.
Por outro lado, as perdas que possam ocorrer na Argentina estariam sendo compensadas pela boa safra brasileira. “O quadro da safra do Brasil é muito positivo, o plantio está praticamente encerrado e o cenário é favorável em quase todo o país”, afirma França.
Além disso, o analista destaca que o parâmetro de preços para a soja em 2013 é inferior ao de 2012. Com isso, deverá ocorrer um recuo nos atuais níveis de cotações, a não ser que haja perdas efetivas na safra sulamericana. Entretanto, esse patamar mais baixo de preços deve ser moderado, e não deverão ser praticados os preços de 2011.
“Os parâmetros para a soja é de que os preços ainda fiquem altos em 2013, provavelmente, abaixo dos excepcionais preços de 2012, mas ainda acima de 2011. É uma diminuição apenas parcial que vai manter os custos do setor de carnes ainda em patamares elevados, porém mais suaves do que em 2012”, relata França.
Já no caso do milho, o mercado internacional tanto para soja como para o cereal estão parecidos haja vista a situação de aperto nos estoques norte-americanos, e o que impede quedas de preços maiores. E também no milho, existe uma variável interna, que é a safra cheia, especialmente, pela safra de inverno.
“Isso tudo manteve um fluxo de comercialização até certo ponto positivo, pois não era esperada toda essa demanda internacional. Mas conseguimos enxugar o mercado, vendendo mais de 20 milhões de toneladas de milho. Então, o perfil para 2013 é de preços razoáveis nos moldes dos praticados em 2012”, diz França.
A tendência é que os preços se mantenham elevados em 2013. E a projeção inicial era de que a área de milho verão iria cair, assim como, a de inverno devido à preferência pela cultura da soja, pelo atraso na semeadura da oleaginosa e também porque o mercado de milho iniciou o segundo semestre de 2012 de forma mais turbulenta.
“Mas, no decorrer do semestre esse cenário mudou, com as exportações que enxugaram os estoques, os produtores se animaram e não descartam um aumento na área da safra de inverno. Existe uma boa demanda por sementes, e a possibilidade e que viemos há 2 anos de grande crescimento de área de inverno, então a simples manutenção da área já indica uma safra cheia”, finalizou o analista.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas