DA REDAÇÃO: China cancela compras dos EUA e pressiona cotações da soja na CBOT
Publicado em 18/12/2012 13:04
e atualizado em 18/12/2012 17:07
Grãos: clima favorável no Brasil e a notícia de cancelamento de uma importação, de 300 mil toneladas de soja, por parte da China pressionam negativamente as cotações da oleaginosa na CBOT. Por outro lado, os prêmios permanecem positivos nos Portos.
Nesta terça-feira (18) os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam com quedas expressivas. Essa situação é decorrente o clima favorável no Brasil e notícia de cancelamento de uma importação, de 300 mil toneladas de soja, por parte da China pressionam negativamente as cotações da oleaginosa, conforme explica o consultor de mercado, Glauco Monte.
No Brasil, o plantio está praticamente encerrado, por outro lado, na Argentina o excesso de chuvas atrasou o plantio, mas por enquanto essa situação não afeta o mercado. “E se olharmos a safra na América do Sul as cotações em Chicago deveriam estar mais baixas, no entanto, o que segura os preços em patamares mais elevados mesmo que abaixo das cotações registradas em julho e agosto/12, mas acima da média, são os estoques apertados no EUA”, afirma.
As exportações norte-americanas permanecem frequentes, e não há uma perspectiva de redução para a demanda chinesa. O consultor destaca ainda que em algum momento o país terá que parar de comprar do EUA e voltar a direção para as produções do Brasil e da Argentina, porém isso deve ocorrer somente com a entrada na safra no mercado.
“A China vem embarcando e ainda fazendo novas compras frequentemente, até mesmo em volumes acima do que o mercado esperava e acima do que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) projeta para as exportações norte-americanas”, relata Monte.
Além disso, o consultor destaca que os prêmios estão bem positivos, porém caso a expectativa de safra recorde no Brasil se concretize poderá ocasionar uma queda gradual nos prêmios nos Portos.
“O que teoricamente se as cotações em Chicago se mantiverem nesses patamares, pressionam os preços em reais nos Portos. Teríamos preços mais baixos do que estão sendo praticados hoje, porém a demanda chinesa permanecerá firme, mas teremos muita oferta e a velocidade de saída da oferta talvez atrapalhe os prêmios que tendem a ficar negativos”, finaliza o consultor.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas