DA REDAÇÃO: Mercado opera sem convicção e preços da soja recuam na CBOT
Publicado em 19/12/2012 13:12
e atualizado em 19/12/2012 16:16
Grãos: mercado opera sem convicção e preços da soja recuam mais de 20 pontos nos principais vencimentos na Bolsa de Chicago. Ainda é cedo para que o mercado coloque um prêmio de clima sobre as cotações. Condições climáticas no Brasil são favoráveis, já na Argentina a situação é uma incógnita.
Após iniciar a semana atingindo o patamar de US$ 15 por bushel, os contratos da soja negociados na Bolsa de Chicago, recuam nesta quarta-feira (19). A oleaginosa opera com mais de 20 pontos de queda em todos os vencimentos.
Segundo o analista da Futures International, Pedro Dejneka, a tendência do mercado não se modificou, e ainda é cedo para que o mercado coloque um prêmio de clima sobre os preços. As condições climáticas no Brasil são favoráveis, já na Argentina a situação ainda é uma incógnita haja vista que nem mesmo os argentinos conseguem interpretar o excesso de chuvas.
“No momento, o mercado está meio que quer entrar de férias, e as altas perto de US$ 15 serão vendidas, assim como, as baixas perto de US$ 14,50 serão rapidamente compradas. O mercado está preso nesses patamares, até que tenhamos maior convicção sobre o clima, a demanda e o quadro para o primeiro trimestre de 2013”, afirma Dejneka.
O analista destaca que o mercado opera sem convicção, tanto para baixas quanto para altas, e trabalha baseado nos pontos técnicos. “O ponto de US$ 14,58 era um ponto abaixo de US$ 14,70, os grafistas afirmam que é a média móvel e está segurando, mas o que vai acontecer no mercado nos próximos dias irá depender do tipo de notícias que incentivem novas compras antes do feriado de natal”, acredita.
No entanto, caso o relatório de exportações semanais norte-americanas, que será divulgado amanhã (20), apresente números relativamente fracos ou abaixo do esperado, o mercado pode continuar pressionado para baixo, e operar ao redor de US$ 14,30. Ainda na visão de analista, a baixa não será sustentada, e o mercado irá trabalhar em níveis técnicos e talvez force uma recuperação no início de janeiro.
Já em relação ao cancelamento das compras, de 300 mil toneladas de soja, por parte da China pegaram o mercado de surpresa. “O mercado até tentou forçar uma alta na segunda-feira (17), porém não conseguiu segurar, e o mercado viu com isso, um sinal de que realmente é hora de realizar lucros. Além disso, a situação na Argentina é incerta, as projeções da produção variam de 45 milhões a 58 milhões”, diz Dejneka.
O mercado ainda não tem convicção para colocar um premio de clima sobre os preços e também a situação climática, em sua maioria, é benéfica na América do Sul e não ajuda as cotações em Chicago, conforme ratifica o analista.
Por:
Kellen Severo
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas