DA REDAÇÃO: Soja opera em alta após semana de quedas da CBOT
Publicado em 21/12/2012 12:26
e atualizado em 21/12/2012 16:24
Grãos: após uma semana de baixa, as cotações da soja operam em alta na Bolsa de Chicago. Nesta sexta-feira (21) o mercado parece estar estabilizado, e observando as exportações norte-americanas para ver se não há mais anúncios de cancelamentos de compras de soja por parte da China.
Após uma semana de baixa, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta nesta sexta-feira (21). A oleaginosa trabalha com ganhos de mais de 20 pontos em todos os vencimentos. Segundo o analista da Jefferies, Vinicius Ito, durante três sessões consecutivas o mercado caiu com o anúncio dos cancelamentos das compras de soja por parte da China.
“O mercado cedeu quase por US$ 1, então hoje há uma pequena recuperação. O mercado parece estar estabilizado, e estamos olhando a pauta de exportação todo dia para ver se não vem mais anúncio de cancelamento da China, porém muitas pessoas estimam que esses anúncios são uma forma de troca de origem”, explica Ito.
A China tinha comprado soja antecipadamente dos EUA e poderia trocar origem caso o clima estivesse bom e os preços mais baixos, conforme afirma o analista. Por outro lado, o mercado tende a estabilizar para depois voltar a subir.
“Como tem muito tempo para o desenvolvimento da fase crucial da safra da América do Sul, então é difícil que o mercado caia mais sem saber que tipo de oferta teremos no hemisfério sul mesmo porque nos EUA os estoques continuam baixos e a utilização está acima do necessário para atingir metas de exportações e esmagamento”, diz Ito.
O analista ainda sinaliza que a soja tem o fundamento altista para os EUA, porém para o mundo irá depender da safra brasileira. E o risco climático não pode ser totalmente subtraído do mercado antes dessa perspectiva.
E com o final do ano, a tendência é que os dias sejam mais calmos, se não houver mais notícias de cancelamentos de compras da China o mercado pode estabilizar. “Não esperaria nenhuma retomada explosiva, pois existe potencial dos chineses cancelarem mais. O mercado merece cair menos, e estabilizar tentando formar uma base”, relata Ito.
Já o milho tende a buscar um patamar de equilíbrio uma vez que a demanda, quando os preços estavam mais altos, estava fraca. No mercado interno norte-americano, a demanda permanece interessante para a produção de ração e etanol. No entanto, o cereal precisa melhorar a perspectiva de demanda pela exportação para firmar os preços.
“Temos que esperar as próximas semanas, para saber qual será o impacto da queda do milho teria no interesse de importação. Se houver um surto de compras, quer dizer, que a possivelmente atingimos o piso do milho e poderia subir mais um pouco. Entretanto, essa situação irá depender dos importadores retornarem às compras de milho nos EUA”, acredita Ito.
Por:
Sebastião Garcia
e
Fernanda Custódio
Fonte:
Notícias Agrícolas