DA REDAÇÃO: Soja - estoques apertados mantêm preços acima de US$ 14 por bushel em Chicago

Publicado em 21/01/2013 13:13 e atualizado em 21/01/2013 15:47
Grãos: devido ao feriado de Martin Luther King nos EUA as bolsas de Chicago e NY não operam nesta segunda-feira (21). Os estoques norte-americanos permanecem apertados e esse é o fundamento que mantém os preços da soja acima de US$ 14 por bushel.
Nesta segunda-feira (21) é feriado de Martin Luther King nos EUA e, por isso, as bolsas de Chicago e NY não operam. Nas últimas sessões o mercado trabalhou com bastante volatilidade e a possibilidade de que os EUA tenham que importar soja brasileira pode se tornar realidade.

Para o analista de mercado da Safras & Mercado, Flávio França, essa é uma situação que pode acontecer haja vista que a safra norte-americana ficou abaixo do esperado, no entanto, é preciso tomar cuidado com a informação. Os volumes importados devem ser expressivos para influenciar o mercado.

“Já temos alguns volumes de importações de milho pelos EUA, e há a possibilidade de também comprar soja para cumprir os embarques. O fator mais importante é que os estoques do país são apertados e essa variável que vem mantendo os preços acima dos US$ 14 por bushel”, afirma.

Apesar dos estoques ajustados os EUA permanecem vendendo grandes volumes de soja e o mercado começa a se preocupar com essa possível compra do grão brasileiro.  Na visão do analista, esse movimento poderia ocasionar um efeito, principalmente, nos prêmios brasileiros, que ainda são positivos.

“O raciocínio do nosso preço quando está ligado ao mercado de exportações é Chicago, o prêmio pago nos Portos, convertidos com a nossa moeda local usando a taxa de câmbio. Então, a tendência é de prêmio de exportação alto, pois temos uma demanda aquecida e uma oferta internacional apertada, especialmente, nos EUA”, explica França. A grande variável do mercado é Chicago, que com a entrada da safra sulamericana tende a acomodar em patamares inferiores aos níveis atuais, conforme relata o analista. 

Safra brasileira – Segundo o estudo da agência Safras & Mercado cerca de 50% da safra brasileira de soja já foi comercializada antecipadamente. E agora com o início da colheita em várias regiões produtoras do país, as cotações, naturalmente, sofrem uma pressão da entrada física do produto no mercado. 

“Essa situação é normal, a questão é o produtor que ainda tem soja e ainda não vendeu, se vale a pena ficar esperando para comercializar mais para frente. A diminuição da venda seria importante para escapar de um grande problema da safra brasileira é o valor do frete”, ressalta França.  

A expectativa é que os preços do frete aumentem nessa safra, mas com a diluição das vendas os produtores conseguem evitar o prejuízo. E por outro lado, o analista diz que não há como saber se os preços estarão melhores no segundo semestre de 2013 haja vista que existe a expectativa dos EUA plantar uma área maior tanto de soja como de milho para a próxima safra. 

E caso do clima seja favorável os preços em Chicago não terão motivo para registrarem novas altas, segundo França. Por isso, o analista destaca que a aposta da venda da soja no segundo semestre deve ser feita com cuidado. 

Ainda de acordo com o analista, os altos valores do frete irão limitar a renda do produtor. Entretanto, mesmo se o mercado internacional apresentar um recuo nas cotações, ainda sim, serão preços remuneradores aos produtores. 
Por: Kellen Severo e
Fonte: Notícias Agrícolas

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