DA REDAÇÃO: Boi - MT registra aumento no abate de matrizes em 2012
Publicado em 30/01/2013 12:57
e atualizado em 30/01/2013 17:00
Boi: em 2012 o MT abateu mais de 5 milhões de cabeças de gado, cerca de 46% eram fêmeas. Essa situação reflete o desânimo dos pecuaristas que reduzem o número de animais. Somente o ano passado, o estado já diminuiu o seu rebanho em 520 mil cabeças. Custos de produção permanecem elevados e a arroba está desvalorizada.
As chuvas excessivas no Mato Grosso são benéficas para a pecuária uma vez que contribui para a recuperação das condições das pastagens. O superintendente da Acrimat, Luciano Vacari, destaca que o estado sofre com os problemas logísticos.
“Os animais perdem muito no transporte das propriedades até os frigoríficos. Em 2012, o estado abateu mais de 5 milhões de cabeças de gado, e cerca de 46% eram fêmeas, o que mostra a insatisfação dos produtores e que temos uma crise instalada na pecuária”, afirma Vacari.
Além disso, os custos de produção permanecem elevados e a arroba do boi está desvalorizada. “No início do ano vendíamos a arroba a R$ 89,00, hoje preço é R$ 86,00”, relata Vacari. Essa situação faz com que os produtores diminuam as lotações das propriedades, e abatam as matrizes, conforme ressalta o superintendente.
Em decorrência desse cenário, a tendência é que haja sérios problemas em relação à produção de bezerros. Há cerca de um ano, os produtores mato-grossenses vendem o bezerro entre R$ 630,00 e R$ 650,00, preço que não favorece os pecuaristas. Somente no ano passado, o MT diminui o seu rebanho em 520 mil animais.
“Quem mais sofre na cadeia é o produtor, o que desestimula e faz com que não haja investimentos em recuperação de pastos e melhorias genéticas. Fatalmente, iremos passar por uma crise na produção de bezerros nos próximos anos, o que chamamos de apagão de bezerro no MT, que é o maior estado criador do país”, afirma Vacari.
Ainda na visão do superintendente, a cada dia que passa o consumidor fica mais exigente. “Temos total condições de oferecer essa qualidade, mas não podemos matar a nossa galinha de ouro que é o pequeno criador que sustenta a pecuária do Brasil”, disse.
Fonte:
Notícias Agrícolas