DA REDAÇÃO: Soja – com ausência de chuvas, perdas podem chegar a 10 sacas por hectare no RS
Publicado em 31/01/2013 12:50
e atualizado em 31/01/2013 16:20
No RS não chove há 23 dias. As lavouras apresentam stress hídrico e as altas temperaturas agravam a situação das plantas, que já perdem as vagens. Quebras podem chegar a 10 sacas por hectare.
A ausência de chuvas no Rio Grande do Sul preocupa os produtores gaúchos. No estado não há precipitações há mais de 23 dias. Segundo o fisiologista, Elmar Floss, o volume de chuvas registrados no mês de outubro foi favorável ao início do plantio.
No entanto, grande parte da semeadura acontece em novembro, no qual, o volume de precipitações não foi bom. “Então, muitas lavouras já tiveram a germinação prejudicaram e a falta de chuvas se estendeu até o inicio de dezembro. Depois disso tivemos boas chuvas, mas desde o começa de janeiro não precipitações expressivas, até agora são 23 dias sem chuvas”, explicou Floss.
De modo geral, as plantações sofrem com o stress hídrico. Além disso, as altas temperaturas, acima de 30°, agravaram a situação haja vista que com esse quadro a planta antecipa o florescimento. Em decorrência desse cenário, as variedades super precoces não cresceram, estão menores do que o registrado em outros anos.
“Felizmente, a maioria das cultivares semeadas no estado são de hábito indeterminado, o que permite que as plantas cresçam mesmo no período de floração. A pior situação é na soja que está na fase de formação de vagem, pois o stress hídrico derruba a vagem, e com isso, afeta o rendimento das plantas”, afirma Floss.
Diante desse quadro, o fisiologista, destaca que o estado tende a ter perdas significativas. E as chuvas previstas para esse final de semana serão insuficientes para amenizar a situação das plantas. E no estágio de estabelecimento de vagem e enchimento de grãos, a plante necessita de 7 mm de água por dia.
A expectativa é que a quebra pode chegar a 10 sacas por hectare, e a cada dia que passa esse índice aumenta. “Não teremos um desastre como à safra anterior, mas estamos longe de uma ter uma super safra. Com as chuvas as cultivares de hábito indeterminado pode, ainda, apresentar uma recuperação”, finaliza o fisiologista.
Fonte:
Notícias Agrícolas