DA REDAÇÃO: Chicago - após recentes baixas, mercado busca recuperação

Publicado em 13/02/2013 12:45 e atualizado em 13/02/2013 16:19
Soja: Mercado segue em queda nesta quarta-feira (13), continuando tendência baixista dos últimos números do USDA divulgados na semana anterior. Segundo consultor, mercado agora se volta para o clima na América do Sul e expectativas de produção do Brasil e Argentina.
Nesta quarta-feira (13) os futuros da soja buscam uma recuperação após as recentes quedas. As cotações operam com pequenos ganhos na Bolsa de Chicago. E após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado volta a sua atenção para a situação climática na América do Sul, que nos últimos dias apresentaram uma melhora.

Segundo o consultor de mercado da FCStone, Glauco Monte, no Rio Grande do Sul foram registradas boas chuvas e a previsão é que as haja mais precipitações. Já na Argentina, apesar da melhora climática, algumas perdas já podem ser contabilizadas. 

“Mas mesmo assim, são duas grandes safras que tem para entrar no mercado nesse momento, o que deve pressionar sazonalmente as cotações em Chicago. E mesmo com uma grande safra sulamericana, a situação dos estoques nos EUA é apertada e essa situação só será resolvida com uma nova safra nos EUA e isso sempre vai ficar no retrovisor”, afirma o consultor.  

Além disso, para que as cotações ultrapassem o patamar de US$ 15 por bushel, o analista sinaliza, que seria necessária a confirmação de uma quebra mais forte na produção do Brasil e na Argentina. A produção brasileira ainda não está definida, haja vista que são muitos os relatos de perdas em várias regiões produtoras devido às adversidades climáticas, conforme relata Monte.

“O ponto é que a safra começou a entrar no mercado e isso de certa maneira alivia a tensão, pois só os EUA tinham soja e agora o Brasil e a Argentina com o grão vai aliviar um pouco a situação. Os estoques norte-americanos permanecem apertados e as exportações do país seguem em ritmo acelerado”, afirma o consultor. 

Por outro lado, a ineficiente logística brasileira pode atrasar a entrada efetiva da safra do Brasil no mercado. Essa situação pode fazer com que a demanda pela soja se direcione para os Estados Unidos, que possui estoques apertados, segundo acredita o consultor. 

“Essa situação vai afetar as cotações em Chicago, de certa forma. E também diminuir a margem de lucros dos produtores brasileiros, em função do aumento no diesel, nos fretes, nos portos. Podemos ter um cenário de melhora na CBOT, mas que pode ser cortada por conta dos custos logísticos”, diz Monte. 

Ainda na visão do consultor, a safra brasileira deve atingir entre 80 e 81 milhões de toneladas, número abaixo do divulgado pelo USDA de 83,5 milhões de toneladas. “Devido a todos os problemas que pontuais que tivemos em alguns estados, esses números podem ser revisados. Na Argentina a produção deve chegar a 50 milhões de toneladas”, finaliza Monte.
Por: Sebastião Garcia e
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família