DA REDAÇÃO: Rondonópolis (MT) perde 10% da safra de soja e frete pressiona cotações
Segundo o delegado da Aprosoja Rondonópolis, Osvaldo Pasquolotto, a soja colhida deve chegar a uma média de 50 sacas/ha, enquanto no ano passado os produtores colheram cerca de 55 sacas/ha. Apesar de o clima ter atrapalhado, a colheita deve terminar em, no máximo, 10 dias.
O plantio do milho safrinha atrasou um pouco devido aos problemas com a colheita da soja, mas agora os trabalhos avançam em função da regularidade do clima e a semeadura deve ser encerrada nas próximas semanas. "A partir do dia 10 de março as janelas se fecham, é mais arriscado plantar safrinha porque nós não temos irrigação, então o plantio de milho na região deve se encerrar também", explica Pasquolotto.
Para a soja, os preços estão em torno de R$50,00 a saca, mas os produtores também encontram problemas com a logística, que pressionam os preços do grão. A fila de caminhões, que chega a 60km na região e o preço do combustível mais alto fizeram o valor do frete de Rondonópolis a Paranaguá chegar a R$200,00 a tonelada, o que significa um aumento de 50% em relação ao ano passado.
No entanto, a expectativa de melhora da logística da região é grande, já que um novo terminal da ALL, prometido como o maior da América do Sul, deve ser inaugurado no segundo semestre. "A gente acha que vai melhorar o escoamento, então vai trazer alguma luz para a gente", acredita o delegado.
O delegado alerta para que os produtores fiquem atentos também ao desempenho de outros estados, como o Rio Grande do Sul, e também a Argentina, pois é a partir daí que o preço futuro da soja poderá ser determinado.