DA REDAÇÃO: Milho safrinha tem bom desenvolvimento, mas ausência de preços e negócios preocupa produtor em Ponta Porã (MS)
Publicado em 04/04/2013 10:52
e atualizado em 04/04/2013 13:42
Safra 2012/13: Depois de estiagem, safra de soja de Ponta Porã encerra ciclo com boa produtividade média, entre 45 e 50 sacas/hectare. Milho safrinha tem bom desenvolvimento, mas comercialização é lenta. Demarcação de terras indígenas no município preocupa produtores que nesta sexta-feira (5) participarão de carreata e audiência pública em Tacuru (MS).
Após escassez de chuvas no início do ciclo da soja, colheita em Ponta Porã tem produtividade regular, com produtores colhendo entre 40 e 50 sacas/hectare. De acordo com o presidente do Sindicato Rural do município, Jean Pierre Paes Martins, as chuvas foram esparsas e só se normalizaram no final da safra.
Já o milho safrinha tem bom desenvolvimento, com expectativa positiva de produtividade com o retorno das precipitações. No entanto, produtores já se preocupam com os preços que podem ser pagos pelo cereal. Atualmente, não existem negócios a futuro para o milho safrinha, portanto o grão trabalha sem referência de preço.
Para a soja, as cotações giram em torno dos R$47/R$48 no disponível, enquanto parte da produção foi negociada antecipadamente ao redor dos R$60.
Questão indígena – O município de Ponta Porã (MS) faz parte da área no cone sul do Mato Grosso do Sul em processo de demarcação de terras indígenas pela Funai. De acordo com Martins, há produtores com títulos de posso com mais de 100 anos que podem perder suas propriedades.
Amanhã (5) produtores do município participam de uma carreata e audiência pública para falar sobre a questão em Tacuru (MS) com cobertura do Notícias Agrícolas.
Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas