DA REDAÇÃO: Soja - À espera do relatório do USDA, mercado opera do lado positivo da tabela
Segundo o analista de mercado da Jefferies, Vinicius Ito, o mercado está focado nos números dos estoques finais de soja e milho nos EUA, e qual seria o nível de racionamento necessário até o final do ano. Mesmo diante dos apertados estoques, o país já exportou boa parte do estimado pelo departamento norte-americano.
“Os EUA já embarcaram quase 90% do estimado, mas o ano comercial só vira no final de agosto. Então, temos alguns meses, e o país não pode vender mais nada, os estoques são baixos e existe a expectativa de talvez os EUA precisarem importar farelo no pico da entressafra. Fatores que devem manter os preços sustentados”, afirma Ito.
Já em relação ao início do plantio da nova safra norte-americana, o analista destaca que em função do frio no cinturão, a semeadura do milho está atrasada no país. No entanto, ainda há tempo para recuperação.
“A grande preocupação do mercado é que se o produtor não consegue plantar milho em período considerável, poderiam optar pelo plantio da soja. Além disso, no último dia 28, o USDA divulgou os primeiros números de intenção de plantio que no cereal ficou em linha com a expectativa do mercado, já no caso da oleaginosa, o estimado pelo departamento ficou abaixo das estimativas do mercado internacional”, finaliza o analista.