DA REDAÇÃO: Seca deve derrubar em 25% produção de cana-de-açúcar no nordeste
Publicado em 18/04/2013 15:58
e atualizado em 18/04/2013 17:16
Cana-de-açúcar: Seca no nordeste pode reduzir em 20% safra de cana em Pernambuco. Plantas não nasceram devido ao déficit hídrico e boa parte dos canaviais precisaram ser renovados antes do período ideal. O nordeste abriga 35% da mão-de-obra do setor sucroenergético e economia já sente os impactos da seca.
A situação dos produtores de cana-de-açúcar no nordeste brasileiro segue muito crítica diante da falta de chuvas. Segundo o presidente da Associação de Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima, a safra deste deve ter uma redução entre 20% e 25% com o alto índice de mortalidade da sacaria. Em 2012, a safra canavieira teve redução de 35% devido ao déficit hídrico elevado. O estado de Pernambuco produziu 13 milhões de toneladas de cana em 2012, ante 17 milhões de 2011.
O reflexo da seca já é sentido na pele pelos trabalhadores. Segundo Lima, muitas usinas já demitiram seus funcionários, enquanto outras tentam salvar seus canaviais com irrigação, embora a maioria dos rios e açudes já comecem a secar. “Os trabalhadores, infelizmente, são os que mais sofrem e estão sendo demitidos. Ficam na expectativa de chuvas voltarem”, afirma. O nordeste brasileiro é responsável por 10% da produção nacional de cana e 35% da mão-de-obra do setor sucroenergético em função de sua topografia.
Para amenizar o impacto econômico da estiagem, representantes do setor já solicitaram ao governo federal a subvenção de R$10 por tonelada de cana, medida que, segundo Lima, ajudaria bastante os produtores, que em sua maior parte, cerca de 90%, integram a agricultura familiar, com rendimentos médios de R$700/mês. De acordo com Lima, a expectativa é de que a presidência da república libere a subvenção dentro dos próximos 15 dias.
Lima afirma ainda que as previsões climáticas indicam chuvas para este final de semana e o retorno das precipitações em bons volumes para os próximos três meses. No entanto, os prejuízos já são consolidados.
Por:
Ana Paula Pereira
Fonte:
Notícias Agrícolas