DA REDAÇÃO: Soja- Demanda chinesa não deverá ser afetada por números do crescimento da economia do país
“A demanda da China é crescente e não deve mudar nada. Os EUA não têm mais soja, e no Brasil está cheio de navios que estão indo para a China. Diminuir a demanda acho que não é provável”, afirma o consultor.
Já em relação ao clima nos Estados Unidos, o consultor destaca que as intempéries climáticas podem impactar os preços futuros. No entanto, ainda é cedo para avaliar a situação. “O mercado já se recente de uma oferta curta, mas não penso que tenha um prejuízo no plantio do milho. Os produtores norte-americanos têm vocação para plantar o cereal. Além disso, o milho tem a logística apropriada, pois as usinas estão praticamente dentro das lavouras”, explica Severo.
Frente a esse cenário de escassez da oferta, o consultor sinaliza que a soja pode registrar preços mais altos, já que, a única fonte agora é o Brasil. A Argentina tem sérios problemas de câmbio, e os produtores não estão vendendo, e a industrialização no país está 40% abaixo do apresentando em 2012, conforme diz Severo.
“Essa situação sobrecarrega o Brasil, as vendas estão mais devagar, porém o país já vendeu bastante. Vou ficar surpreso se a soja brasileira não acabar em agosto e setembro. Se já não existe mais oleaginosa no mês de abril nos EUA imaginem na entressafra, julho e agosto. Então o mercado vai ter que acontecer alguma coisa que promova o racionamento, através de preços em Chicago”, finaliza o consultor.