DA REDAÇÃO: Soja opera em queda na CBOT e tendência é de volatilidade nos próximos dias
“Pode ser um ano em que a China importe menos por dificuldades de que esse produto chegue até a nação asiática. Mas o país deverá seguir comprando, pois tem que alimentar cerca de 1,4 bilhões de pessoas”, afirma D’Ávilla.
Paralelo a esse cenário, o analista destaca que a demanda pela soja norte-americana permanece aquecida, no entanto, as vendas divulgadas recentemente pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) são referentes à safra nova. E que não há vendas da safra velha norte-americana.
“Nos EUA tem esmagador tentando originar soja e não consegue, mesmo pagando mais caro pelo grão. Algumas empresas de esmagamento já estão parando as atividades por falta de soja, por isso, vemos o primeiro contrato, maio/13, mais firmes do que os restantes na CBOT”, diz o analista.
Frente a esse quadro, a tendência é que as cotações da soja operem com volatilidade nos próximos dias. Até a entrada do verão norte-americano, quando a soja começa a ser semeada no país. “Dessa forma teremos chance de ver os preços subirem ou descerem, pois teremos uma ideia melhor de como será a safra dos EUA”, relata D’Ávilla.
No caso do milho, o analista sinaliza que após as recentes quedas, o mercado volta a exercer pressão compradora, mas não significa uma tendência de alta. Já o trigo não deve apresentar problemas de oferta, e no momento o mercado está um pouco mais fraco, conforme explica o analista.