DA REDAÇÃO: Soja: Adversidades climáticas nos EUA sustentam altas na Bolsa de Chicago
Segundo o consultor de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o clima permanece mais frio e no último final de semana nevascas atingiram estados do norte do país. Além disso, há indicativos de chuvas em grande parte das regiões produtoras de grãos, durante essa semana, situação que dificultaria a evolução do plantio norte-americano.
“A janela ideal de plantio para o milho está se fechando. As principais lavouras encerram o período ideal no próximo dia 20, então, teriam que plantar somente esta semana mais de 20 milhões de hectares e não teriam condições para fazer isso. E caso as chuvas se confirmem, os produtores dos EUA terão que plantar mais da metade da safra fora da janela ideal”, afirma Brandalizze.
Frente a esse cenário, o consultor destaca que os compradores podem voltar às negociações do milho safrinha do Brasil, fator que beneficiaria, principalmente, os produtores mato-grossenses. “Talvez a situação dos produtores não terem vendido grande parte da safra, possa ser um fator de lucratividade, e se o clima se confirmar poderemos ter novas altas em Chicago e as posições de exportações a partir de julho e agosto se tornem favoráveis para os produtores brasileiros”, diz o consultor.
Por outro lado, Brandalizze ainda sinaliza que a semeadura da soja também está atrasada nos EUA e que os produtores não devem migrar do milho para o plantio da oleaginosa. “Se o clima se confirmar, talvez não consigam nem plantar a soja dentro do período ideal”, alerta Brandalizze. Já no Brasil, os preços do milho ainda não refletem as altas de Chicago. No Porto de Paranaguá, o cereal é comercializado a R4 26,50 e no interior do Paraná a R$ 21,50, conforme destaca o consultor de mercado.