DA REDAÇÃO: Milho: Valor de contratos de opção de R$ 15,12 para o MT está abaixo dos custos de produção
Nesta quarta-feira (16), o Governo Federal divulgou os valores para os leilões de opções de venda de 2 milhões de toneladas de milho. O CIEP (Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos) estipulou valores de exercício das opções em R$ 15,12 por saca para o estado de Mato Grosso, e de R$ 19,74 para os demais estados das regiões Centro-Oeste e do Sul. O objetivo é oferecer suporte aos preços do grão que são pressionados por uma previsão de safra recorde brasileira.
Segundo o presidente da Aprosoja (MT), Carlos Fávaro, neste momento, o Governo quer recompor os estoques públicos de milho e, por isso, não faz leilões de PEP (Prêmio para escoamento de produto) e PEPRO (Prêmio equalizador pago ao produtor).
“O Governo vai fazer 2 milhões de toneladas em contratos de opção, 1 milhão de toneladas em contratos a termo e promete fazer 1 milhão de toneladas através de AGF. Mas os produtores não poderão ficar disputando muito esses prêmios, pois se não inviabiliza os ganhos que teremos nesse processo”, explica Fávaro.
Além disso, o governo teria se comprometido a acompanhar o desenvolvimento da safra norte-americana de milho, conforme destaca o presidente. “E caso não haja prejuízo significativos e o mercado não reagir, temos o compromisso do governo que irá intervir no mercado interno com leilões de PEP e PEPRO”, relata.
Por outro lado, os valores anunciados pelo conselho de R$ 15,12 para o estado de Mato Grosso estão acima dos atuais patamares praticados, entre R$ 10,00 e R$ 11,00, mas abaixo dos custos de produção. Na visão do presidente, o valor dá competitividade, no entanto, o volume de 2 milhões de toneladas ainda é pequeno.
“A limitante é a falta de armazéns, o Brasil não tem infraestrutura, porém o governo está tentando fazer a sua parte. Então, neste momento, a orientação é para que os produtores coloquem pequenos volumes para disputar, e se os preços não estiverem mais competitivos no mês de julho, vamos intervir junto ao Governo para fazer leilões de PEP e PEPRO, e aí sim os agricultores poderão recompor os seus preços em um patamar viável”, orienta Fávaro.