DA REDAÇÃO: Reação nos preços do farelo de soja e do milho aumenta custos do avicultor em SP

Publicado em 23/05/2013 10:13 e atualizado em 23/05/2013 14:05
Frango: Custos de produção aumentam ao avicultor com reação nas cotações do farelo de soja e milho nos últimos 20 dias. No entanto, valores dos insumos não devem chegar aos patamares do ano passado. Expectativa do mercado ainda é positiva, mas margem do varejo limita ganhos do criador.

Após um período de queda, as cotações dos insumos, como farelo de soja, voltaram a subir nos últimos 20 dias e já impactam nos custos de produção do avicultor. Segundo o presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Érico Pozzer, a tonelada do farelo de soja saiu dos R$1.450 praticados ano passado para R$750 no início deste ano e, atualmente, os preços giram na faixa dos R$890. 

Situação parecida aconteceu com o milho que diante da retração na oferta por parte do produtor saiu dos R$23 para R$26 a saca na região de Campinas (SP). 

O frango vivo para o abatedouro, produzido por apenas 5% dos avicultores paulistas, é vendido a R$1,80/kg, valor que de acordo com Pozzer não cobre os custos de produção atualmente. Na integração, o custo de produção por kg chega a R$1,90. De acordo com o presidente, o frango inteiro é vendido para o varejo a R$2,90, enquanto nos pontos de vendas é negociado a R$5. Para ele, a grande margem do varejista, limita o consumo e prejudica o avicultor.

No entanto, de acordo com Pozzer, as expectativas para o setor são positivas, pois os preços dos insumos não devem chegar aos patamares observados em 2012 e a oferta de frango é mais ajustada. 

Crise

Os problemas enfrentados pelo avicultor em 2012 em função do excesso de oferta e altos custos de produção ainda são sentidos no setor. Ano passado, o custo de produção do frango vivo girava em torno dos R$2,40/kg, enquanto hoje os valores operam em torno dos R$1,90. Apesar da redução, Pozzer explica que ainda é um preço alto e que o ideal seria um custo de até R$1,70/kg para o criador. 

Para evitar problemas como os observados recentemente, o presidente afirma que é necessário trabalhar com volumes controlados de produção e estar atento às questões sanitárias. 

 

Por: Ana Paula Pereira
Fonte: Notícias Agrícolas

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