DA REDAÇÃO: Preço da saca de milho está mais baixo que o mínimo garantido pelo governo

Publicado em 27/05/2013 14:56 e atualizado em 27/05/2013 16:08
Milho: de cada 3 sacas produzidas, 2 são consumidas pelos custos, principalmente o frete. Única alternativa de sustentação dos preços seria o Brasil continuar exportando, e transformar-se em "player" do mercado mundial. Abramilho coordena investimentos privados para garantir o "share" (participação) dos brasileiros nas exportações.

A colheita da segunda safra de milho começa nos próximos dias e a previsão é de que haja uma sobra de 22 milhões de toneladas em relação à necessidade de consumo do país. A safra dos EUA, que começará a ser colhida em setembro, assim como no Brasil, também deverá ter excedentes de exportação. A grande oferta do produto provoca a redução do que é pago pelo mercado, que já está abaixo de 13 reais a saca de 60kg, valor do preço mínimo de garantia estipulado pelo governo.

Segundo Fabrício Moraes Rosa , Diretor-executivo da Aprosoja Brasil, em 2012, no estado do Mato Grosso,  o preço oscilou entre  15 e 20 reais por saca dependendo da região e, este ano, o preço já está em cerca de 12 reais por saca, rompendo a barreira do preço mínimo e obrigando o governo vai a intervir para garantir o que está previsto em lei.

O Diretor-executivo da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, Fabiano Coser, afirma que hoje o preço para se transportar uma saca de milho do Mato Grosso para o Rio Grande do Sul já está mais alto do que o próprio valor do produto, custando cerca de 15 reais o frete para uma saca.

Produzir milho no Brasil não é fácil porque o custo com a logística é muito alto, enquanto nos EUA o transporte de uma tonelada do grão da fazenda até o porto sai por 12 dólares, aqui o valor é dez vezes maior porque o milho precisar ser colocado em um caminhão que chega a rodar 1.100km de distância até o porto. Ou seja, a cada 3 sacos movimentados , 2 são para cobrir o frete.

Na tentativa de mudar esse quadro o setor está elaborando um plano de ação, que teria sido pedido pela própria Presidente do país, Dilma Roussef. A ideia é investir na construção de armazéns e ter um seguro que garanta a renda do produto. Para isso tanto o governo quanto o setor privado terão que desembolsar 1,2 bilhões de reais.

 O Presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli diz que pela primeira vez os produtores irão levar ao governo um plano muito bem estruturado, com o apoio da Embrapa e da Fundação Dom Cabral, para mostrar as vantagens do Brasil ser um grande player na produção de milho: “É um programa de parceria, no qual os próprios produtores vão entrar com praticamente o mesmo tanto de dinheiro que o governo”.

Por: Daniela Castro e
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família