DA REDAÇÃO: Soja: Preços tendem a se manter firmes até a entrada da nova safra norte-americana no mercado

Publicado em 27/05/2013 15:05 e atualizado em 27/05/2013 16:39
Mercado de grãos, com bolsas fechadas nos EUA e Reino Unido, foca o mercado interno. Soja tem boas altas no interior do País, e preços tendem a continuar mais firmes até a entrada da safra americana. Situação diferente é a do milho, onde os preços futuros mostram queda nos valores nesta safra.

Os preços da soja negociada no mercado interno brasileiro apresentam expressiva valorização nas principais praças do país. Segundo levantamento realizado pelo Cepea, entre os dias 17 e 24 de maio, o indicador ESALQ/BM&FBovespa aumentou quase 4%, e terminou a última sexta-feira (24) a R$ 64,12 por saca de 60 kg. Em Campo Novo do Parecis (MT), a oleaginosa subiu para R$ 55,00, na semana anterior o valor era de R$ 52,00.

De acordo com o analista de mercado da Safras & Mercado, Flávio França, afirma que existe um movimento de recuperação de preços. Além disso, a nova safra norte-americana só deve chegar ao mercado a partir do mês de setembro, portanto, a tendência é que as cotações se mantenham firmes na CBOT.

“Vamos manter o quadro de escassez extrema na disponibilidade norte-americana e os preços em Chicago tendem a ser manter altos, daqui até lá para promover o racionamento do consumo. O fato é mesmo com preços mais elevados, o consumo permanece firme para o produto norte-americano”, explica França.

Diante desse cenário, o analista destaca que o momento é interessante para que os produtores brasileiros definam a comercialização de boa parte da safra 2013, especialmente entre os meses de junho e julho. Por outro lado, existe a preocupação com o clima nos Estados Unidos, que pode comprometer ou favorecer o desenvolvimento da safra norte-americana. No momento, o plantio do milho ainda preocupa os investidores, uma vez que a previsão para os próximos dias é de chuvas em boa parte do Meio-Oeste dos EUA.

“Poderemos ter áreas de milho não completadas, o que pode jogar áreas adicionais para a soja, portanto, é um sinal de fraqueza para o final do não. Os preços tendem a se manter firmes daqui até julho, mas possivelmente podem exibir uma fraqueza a partir do mês de setembro”, acredita França.

Ainda na visão do analista, existe um deságio muito grande entre os preços da soja disponíveis, cotações do final do ano e da nova safra sul-americana. E os riscos climáticos em relação à safra dos EUA também trouxeram suporte aos preços da safra nova. “É o momento dos produtores começarem a fazer as contas, penso que os valores atuais começam a ficar interessante. O objetivo é ir aproveitando as altas para ir comercializando, especialmente os produtores que venderam pouco”, orienta.

  • Milho – No Brasil, existe um excedente, em torno de 20 milhões de toneladas, que precisa ser eliminado, especialmente, com a produção de uma safrinha de milho recorde. “Os preços atuais são baixos, mas temos que vender o cereal, temos que enxugar a oferta”, finaliza o analista.

Mercado Internacional – As Bolsas de Chicago e Nova York não trabalham nesta segunda-feira (27), devido ao feriado do Memorial Day comemorado hoje nos Estados Unidos.

Fonte: Notícias Agrícolas

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