DA REDAÇÃO: Demarcações de terras no RS são suspensas temporariamente
O Governo Federal suspendeu, temporariamente, a demarcação de terras no Rio grande do Sul. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag) junto a outras instituições do estado tiveram uma forte participação para que a questão indígena fosse discutida.
A Fetag entregou um documento ao governador o Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ao presidente do Incra em Brasília e ao Ministro Gilberto Carvalho, secretário da Presidente Dilma Rousseff, dizendo que os agricultores familiares do estado não queriam que suas terras fossem passíveis de demarcação de territórios para indígenas ou quilombolas. “Nós não queremos que essas pessoas fiquem sem terras, mas essas áreas não podem ser aumentadas em até 20 vezes, prejudicando a agricultura familiar”, diz Elton Roberto Weber, Presidente da Fetag.
No Rio Grande do Sul 378 mil famílias representam a agricultura familiar, com as demarcações de terras cerca de 30 mil seriam prejudicadas, sendo obrigadas a deixar suas propriedades. Para ser realizada a demarcação de território, estudos são feitos por faculdades de antropologia e, segundo Weber, foram constatadas irregularidades nesses estudos: “Algumas pessoas se associaram a certas organizações para requerer parte das terras que iriam ser demarcadas”.
A Fetag afirma não contestar o direito dos indígenas ou dos quilombolas e sim a forma como essas demarcações estão sendo feitas. “Nós esperamos que essa questão evolua até que as regras de demarcação sejam alteradas”, completa Weber. Os agricultores das áreas de risco no RS possuem essas propriedades há mais de 50 anos.