DA REDAÇÃO: Plano Safra 2013/14 é uma continuidade de um instrumento que já existe, afirma professor da FGV
Na manhã desta terça-feira (4), a presidente, Dilma Rousseff e o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, lançaram o Plano Agrícola e Pecuário 2013/14. Os grandes produtores rurais terão R$ 136 bilhões para financiar a próxima safra.
Aos médios produtores serão disponibilizados R$ 13,2 bilhões, o valor representa um aumento de 18,4% frente aos R$ 11,15 bilhões ofertados na temporada atual. Já as cooperativas terão acesso a R$ 5,3 bilhões por meio dos programas de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).
Para o professor da FGV, Matheus Marino, o plano é uma continuidade do instrumento que já existe há alguns anos. “E o que observamos são incrementos de volumes, mas sem nenhuma mudança significativa na estrutura dos atuais instrumentos”, afirma.
Além disso, o montante de recursos disponibilizado pelo Governo é consideravelmente satisfatório, na visão do professor. Entretanto, há uma grande diferença entre disponibilizar os recursos e a captações dos recursos por parte dos agricultores.
O professor ainda destaca que a questão de formação de pessoas no agronegócio brasileiro é limitante. “Não observo nenhuma inclusão significativa de um item especifico de desenvolvimento de capital humano para o agronegócio no plano agrícola e pecuário. E a minha sugestão é que a questão de formação de pessoas deveria estar presente em um plano agrícola e pecuário”, argumenta Marino.