DA REDAÇÃO: Soja – Oferta escassa nos EUA e demanda firme sustentam preços no curto prazo
Os futuros da soja, negociados na Bolsa de Chicago, fecharam o pregão eletrônico desta quarta-feira (5) em campo misto. Os primeiros vencimentos da commodity exibiram pequenos ganhos entre 2,75 e 3,25 pontos, enquanto os demais contratos registraram quedas entre 6,25 e 15,00 pontos.
Os baixos estoques do grão nos Estados Unidos frente à demanda aquecida permanecem dando sustentação aos preços da soja no curto prazo, segundo explica o analista de mercado da New Edge, Daniel D’Ávilla. “O medo é que os estoques do farelo de soja possam ficar ainda mais baixos, então estão antecipando e comprando o máximo possível nesse momento”, afirma.
Por outro lado, os contratos referentes à safra nova são pressionados por previsões de clima favorável no meio-oeste norte-americano. “Além disso, há muito spread acontecendo, a compra da safra velha e venda da safra nova”, destaca D’Ávilla.
O plantio nos EUA ainda segue em ritmo lento tanto para a soja como para o milho. E com as recentes chuvas há muitas áreas alagadas. Frente a esse cenário, o analista destaca que poderá haver uma área maior de soja e, com isso, os preços do grão tendem a ficar mais pressionados. E mesmo a oleaginosa sendo semeada mais tarde e apresentando uma produtividade menor, a situação seria compensada por uma área cultivada maior.
“Ainda temos todo o verão americano pela frente, no entanto, com a soja plantada o grande problema seria em relação à seca. Mas esse ano parece que não teremos, e há indicações que a produção dos EUA será grande e rentável aos produtores”, finaliza o analista.