DA REDAÇÃO: Soja – Estoques apertados e demanda aquecida dão suporte aos preços no curto prazo
Nesta quinta-feira (6), os futuros da soja, negociados na Bolsa de Chicago, encerraram o pregão eletrônico em campo misto. Segundo o analista de mercado da Cerealpar, Steve Cachia, o cenário se mantém inalterado. Os contratos mais curtos encontram sustentação na escassez do grão nos Estados Unidos. Já os vencimentos de mais longo prazo são pressionados pelas incertezas da nova safra norte-americana.
Diante do clima adverso que vem atrasando o plantio da safra dos EUA, a expectativa é que os produtores norte-americanos possam trocar áreas de milho por áreas de soja. “Com isso, estamos vendo o mercado trabalhando dos dois lados da tabela”, destaca Cachia. Nos próximos dias, há previsões de chuvas na faixa leste do cinturão produtor, situação que poderia comprometer o avanço no plantio em alguns estados.
O analista sinaliza que frente à demanda aquecida os preços da soja não devem registrar quedas mais fortes. “O mercado ainda tenta racionar a demanda, por isso os preços não devem recuar muito mais. Acredito que tirando alguns momentos de garantia de lucros a tendência é altista”, ratifica.
Paralelo a esse cenário, o analista ainda orienta que os produtores fiquem atentos à combinação dos preços em Chicago e o dólar, para participar do mercado. “O dólar dá condições melhores de negócios e é importante para os produtores que pensam em adiantar a comercialização”, alerta Cachia.
Além disso, na próxima semana o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) irá divulgar dois relatórios importantes para o mercado de commodities agrícolas. O primeiro é o acompanhamento de safras e evolução do plantio da safra norte-americana. E na quarta-feira (12), o órgão irá anunciar o relatório de oferta e demanda.
Por outro lado, os preços da soja seguem mais firmes no Brasil, nesta quarta-feira (5), a saca do grão chegou a ser negociada a R$ 71,00 no Porto de Rio Grande. O analista afirma que no Paraná, a safra nova ultrapassou a faixa de R$ 60,00 a saca. E a demanda permanece mais aquecida. “A demanda existe a nível mundial e os EUA não têm mais soja para atender a demanda internacional”, disse Cachia.