DA REDAÇÃO: Controle de percevejos antes do florescimento da lavoura de soja não é vantajoso
As pragas helicoverpa e percevejo causam problema na vagem da planta, ou seja, comem exatamente a semente, parte que o produtor colhe. Porém, a helicoverpa é uma praga emergente, que tem causado bastante preocupação, mas espera-se que em pouco tempo sejam estabelecidas medidas eficientes para o controle da lagarta. Já o percevejo é uma praga que já está há muito tempo nas lavouras de soja e o seu manejo é cada vez mais difícil. Os produtos disponíveis no mercado são reduzidos e a capacidade do percevejo causar dano é bastante elevada.
De acordo com o Pesquisador da Embrapa Soja, Samuel Roggia, existe uma dificuldade de se encontrar defensivos para o percevejo que é relacionada a própria característica biológica dos insetos: “A Embrapa tem estudos de populações de percevejos resistentes a inseticidas e isso faz com que haja uma menor disponibilidade de moléculas de inseticidas químicos para o controle de percevejo no mercado, além de algumas moléculas bastante tóxicas terem sido retiradas do mercado recentemente”.
O manejo de percevejos deve ser feito com bastante cuidado para evitar o desenvolvimento de novos casos de resistência. Existem produtos mais modernos no mercado que ainda funcionam bem, mas são poucos e se forem usados de forma excessiva, sem um critério técnico, em pouco tempo essas moléculas também poderão ser perdidas e restarão poucas opções de inseticidas eficientes.
O percevejo está presente em praticamente todo o ciclo da soja, no entanto ele causa o maior dano a partir do surgimento das vagens. Para se fazer o manejo correto para o controle da praga, é importante que o produtor rural monitore a lavoura quando as vagens surgirem e faça a aplicação se necessário. É comprovado que antes do florescimento, mesmo com a presença de percevejos na plantação, o controle não é vantajoso para a lavoura.