DA REDAÇÃO: Cepea divulga renda dos produtores nesta safra
O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – ESALQ/USP) divulgou nesta terça-feira (11) a renda que os produtores tiveram nesta safra. A pesquisa foi divida por regiões, sendo que algumas conseguiram uma renda positiva e outras nem tanto.
Em Londrina (PR), para cada 1 real investido, os produtores tiveram uma receita de R$ 2,39, ou seja, lucro de R$ 0,39. Já na região de Luis Eduardo Magalhães, oeste da Bahia, devido a problemas com ataques da lagarta helicoverpa, para cada 1 real investido, a receita foi R$ 1,31, apenas R$ 0,31 de lucro. No Piauí a seca também prejudicou a renda dos produtores.
A pesquisa utiliza dois critérios para chegar ao lucro final dos produtores. O primeiro são os custos operacionais, aquele que o agricultor gasta para comprar insumos, fertilizantes, defensivos agrícolas, sementes e outros produtos de consumo direto. Também são custos operacionais o diesel, a taxa de manutenção preventiva da atividade operacional, a mão de obra, a assistência técnica (se houver), os juros sobre o capital e os impostos de comercialização, ou seja, é tudo que o agricultor desembolsa para fazer a produção.
O outro critério são os custos totais, que englobam a depredação das máquinas e das instalações da fazenda, os juros sobre o capital investido e o custo do uso da terra.
Os produtores não costumam contabilizar os custos totais na sua atividade econômica e por isso, às vezes, têm prejuízo. “Enquanto está sobrando dinheiro está tudo bem, o problema é quando tem que renovar as máquinas ou fazer novos investimentos, isso começa a assustar os produtores”, afirma Mauro Osaki, Pesquisador do Cepea.
De acordo com Osaki a soja deve continuar com boa rentabilidade na safra 2013/14, com preços positivos, mas a rentabilidade sobre os custos totais já começa a dar um sinal de alerta porque nem todas as regiões conseguirão cobrir esses custos. Para o milho, principalmente na segunda safra, quando a produtividade geralmente é menor em relação à safra verão, já há sinais de rentabilidade negativa, especialmente no norte do Mato Grosso (MT).
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