DA REDAÇÃO: Relatório do USDA aponta bom avanço das lavouras norte-americanas

Publicado em 17/06/2013 19:01 e atualizado em 17/06/2013 19:40
Soja: Clima melhora nos EUA e lavouras tem bom desenvolvimento na última semana. Em Chicago, mercado acompanha clima e escassez na oferta para terminar a terça-feira (17) em terreno misto. No Brasil, sojicultores tem bom momento para negócios, enquanto que para o milho, ainda há tendência de pressão aos preços.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam a sessão desta segunda-feira (17) em campo misto. Apenas o vencimento agosto/13 fechou o dia do lado positivo da tabela, subindo 1,25 ponto e cotado a US$ 14,35 por bushel. Já o julho terminou o dia valendo a US$ 15,12, com queda de 4 pontos. As posições mais distantes exibiram perdas mais intensas. 

O mercado internacional da soja ainda reflete a atuação de duas forças sobre as cotações. No curto prazo, os preços da soja seguem sustentados pela quase esgotada oferta de soja disponível. Quase não há mais soja para ser ofertada e ainda há uma grande necessidade por parte dos importadores, principalmente da China, e das esmagadoras norte-americanas.

Após o encerramento do pregão do dia, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgou o seu relatório semanal de acompanhamento de safra, confirmando o avanço do plantio da soja em 85% da área cultivada o último domingo (16). Na semana anterior, esse índice era de 71%. Porém, em relação ao ano passado, os números ainda apresentam um atraso, quando 98% da semeadura já estava concluída, e a média dos últimos cinco anos é de 91%.

O departamento informou ainda que 64% das lavouras de soja estão em boas ou excelentes condições, 30% estão em situação regular e 6% em condições ruins ou muito ruins. Sobre o milho, o USDA informou que também 64% das plantações estão em condições boas ou excelentes. Em situação regular, 28%, e 8% em condições ruins ou muito ruins. Na semana anterior, esses índices eram de 63%, 29% e 8%, respectivamente. 

Segundo o consultor de mercado, Carlos Cogo, esses novos dados do USDA foram a novidade do dia, visto que o cenário fundamental de curto e longo prazo já são conhecidos pelo mercado. Ele avalia ainda que cada vez mais vem se confirmando a expectativa de recuperação das lavouras dos EUA. 
No entanto, acompanhando a escassez da soja no mercado físico norte-americano, os estoques de milho também vem caindo, com procura do país por outras fontes, como o Brasil. Por outro lado, uma super safrinha brasileira está para ser colhida no país e, para ser escoada, precisará da intervenção de leilões do governo. Caso contrário, a perspectivas para os preços são bem pessimistas. 

Já no caso da soja, Cogo avalia que, somado à valorização do dólar no Brasil, o momento é muito bom para efetuar vendas e garantir lucros. 

Quanto ao mercado do trigo, o consultor faz uma breve avaliação de melhora no longo prazo, uma vez que existe a perspectiva de menor crescimento nos estoques mundiais – visto que a safra na região europeia do Mar Negro enfrenta problemas climáticos – e, no mercado interno, esta nova safra pode contar com preços melhores para a comercialização. 

 

Por: João Batista Olivi e Juliana Ibanhes
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família