DA REDAÇÃO: Apesar do caos logístico, o Brasil pode superar o recorde de exportações do ano passado

Publicado em 19/06/2013 13:59 e atualizado em 19/06/2013 17:00
Portos: Preços das commodities agrícolas estão de uma forma geral atraentes. Maiores exportações nos portos brasileiros atualmente são de soja, mas, em breve, o milho também deve começar a ser embarcado. Diretor geral da Anec acredita que Brasil irá superar, mesmo com caos logístico, o recorde de exportações de 2012.

Os preços das commodities agrícolas estão, de forma geral, atraentes aos produtores rurais, conforme destaca o presidente da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Grãos), Sérgio Mendes. O Brasil continua exportando soja, mas em breve também deve começar a embarcar o milho.

Atualmente, cerca de 37 navios esperam no corredor do Porto de Santos para exportar a soja, no Porto de Paranaguá a fila é de 70 navios. Apesar do caos logístico, o diretor sinaliza que o Brasil poderá superar o recorde de exportações do ano passado.

“E caso haja uma quebra na produção de milho norte-americano como ocorreu no ano passado, os compradores poderão comprar o cereal no Brasil. Mas, por enquanto, não há informações de possíveis compras”, afirma Mendes.

Além disso, a ineficiência logística brasileira permanece influenciando negativamente os prêmios nos portos do país. A situação também gera perdas aos exportadores, uma vez que um navio parado custa por dia US$ 20 mil. “Estamos conseguindo exportar, mas os exportadores perdem muito dinheiro, nunca se perdeu tanto como agora”, explica o diretor.

Por outro lado, o diretor acredita que para que o Brasil se torne um grande player no mercado do milho é preciso que a China aprove o milho transgênico Bt produzido no país. O Mapa (Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento) já está em negociação com a nação asiática, mas por enquanto, não há confirmações da liberação.

O cereal brasileiro ainda sofre os impactos do embargo das Nações Unidas, uma vez que o Irã, principal comprador do milho do país não pode adquirir o produto. “A questão do Irã é mais difícil, pois fica na dependência do Governo dos EUA, e há um problema na hora do câmbio, como é sempre um banco ou empresa norte-americano que fará a conversão do dólar. Diante dessa situação ficamos da dependência da boa vontade do banco americano para poder exportar para o Irã”, ressalta Mendes.

Por: João Batista Olivi/Fernanda Custódio
Fonte: Notícias Agrícolas

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