DA REDAÇÃO: Momento de cautela em relação à economia, afirma economista
Ben Bernanke, presidente do banco central norte-americano, apontou que vai caminhar para o final do quantitative easing, em tese porque a economia dos EUA melhorou. Essa melhora deveria animar o mercado, porém a injeção de recursos que Bernanke colocou era muito importante para continuar jogando os mercados para cima. Isso tem gerado muito ruído no mercado, que está realizando.
O economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, explica que os juros dos EUA caíram para o menor patamar da história, ou seja, os preços dos títulos estão no maior preço possível. Se os preços dos títulos não vão mais subir porque os juros não vão cair, isso quer dizer que os preços dos títulos vão cair. Quando os preços dos títulos começaram a cair foi um aviso para o mercado para fazer caixa, ou seja, liquidar todas as posições e voltar para o dinheiro em estado bruto, por isso o dólar disparou frente a todas as moedas do mundo.
“A economia entrou de novo em um momento de indefinição sobre o que será esse pós quantitative easing, esse pós políticas monetárias nos EUA, ninguém sabe ao certo o que vai ser, então, no risco, todo mundo parte para a liquidez dos contratos, mantendo o dinheiro literalmente em caixa”, afirma o economista.
André Perfeito sugere cautela aos produtores: “Estamos em um momento muito delicado, onde a política norte-americana exerce um papel fundamental sobre o desdobramento financeiro no Brasil”.