DA REDAÇÃO: Milho - Secretário Neri Geller recomenda que bons preços atuais sejam aproveitados
No Mato Grosso, os preços do milho safrinha nesta safra estão mais baixos. A situação preocupa os produtores rurais do estado, uma vez que em 90 dias os EUA devem começar a colheita do cereal, que segundo estimativas deverá ser uma produção recorde. E diante do aumento na oferta disponível, as cotações podem registrar novas quedas no segundo semestre.
Frente a esse cenário, o Secretário de Políticas Agrícolas do Mapa, Neri Geller, sinaliza que os produtores devem estar atentos aos preços e ao mercado internacional para realizar contratos e vender o grão. Os agricultores devem aproveitar a alta do dólar frente ao real, e também que o mercado global ainda está desabastecido. Além disso, o secretário destaca que quando as cotações do cereal estiverem acima do preço mínimo não há a necessidade de intervenção do Governo no mercado.
“Precisamos dar fluxo para a produção que está sendo colhida. Quando os preços estiverem acima do preço mínimo, o Governo não irá fazer leilão de prêmio de escoamento de produção. Em MT, o preço mínimo para o cereal é de R$ 13,02. Na boca da colheita, com as cotações próximas de R$ 13,00, os produtores terão que vender, pois com o mercado base Campinas a R$ 26,00, não poderemos fazer intervenção”, ratifica Geller.
Até o momento, o Governo já realizou mais de 1,5 milhão de Contratos de Opção de Venda de milho. No entanto, o secretário ainda afirma que é importante que os agricultores também façam a sua parte. E aqueles que ainda possuírem renda que cubra os custos de produção e sobre alguma quantia devem comercializar o grão para levar o excedente da produção ao mercado internacional, conforme acredita Geller.
Café – A expectativa é que seja divulgada, em breve, uma portaria para a equalização do frete, segundo diz o secretário. Já na laranja, Geller afirma que já foi realizado leilões de Pep (Prêmio para Escoamento de Produto) e Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) que apresentaram problemas, porém é necessário que o setor se organize.
“Não adianta cobrar somente do Governo. Em outras culturas que precisar faremos a intervenção. O Mapa está atento para defender a produção nacional dentro de um programa de economia do Governo Federal”, finaliza o secretário.