DA REDAÇÃO: Armazenagem pode ajudar a combater inflação
A inflação está preocupando os brasileiros. Tomate, batata, feijão e cebola, culturas que estão pressionando o preço dos alimentos, não sofrem processo de armazenagem. Quando há uma perda na safra, como, nesse momento, acontece com o feijão no Nordeste e no Paraná, os preços sobem e pressionam a inflação. Se houvesse armazenagem, os custos dos alimentos poderiam ser reduzidos, melhorando a inflação.
Em 2012, em Santa Catarina (SC), grande produtor de suínos e aves, com a falta de abastecimento de milho e farelo de soja, o setor enfrentou uma grave crise. Na avicultura, cerca de 11 mil empregos foram perdidos e aproximadamente 5 mil na suinocultura. Os preços não dispararam porque empresas e países importadores do Brasil, cancelaram as compras. O mercado teve um grane prejuízo, sem os preços subirem demais para o consumidor.
Porém, como explica o Engenheiro Agrônomo, Armando Portas, para repor os estoques e as granjas e recontratar funcionários, existe um custo que será agregado ao valor do produto, o qual o consumidor já está pagando.
Portanto, nessa situação, se houver uma estrutura de armazenagem para os produtores de suínos, aves ou rações, eles terão uma estabilidade na produção. “Se o produtor consegue, por exemplo, comprar milho quando os preços estão baixos e armazenar, quando os preços subirem ele pode consumir o grão que já foi comprado”, afirma Portas. Atualmente existem mecanismo para se fazer a armazenagem, que pode ajudar a combater a inflação.