DA REDAÇÃO: Novo preço mínimo para o feijão pode não ser suficiente para aumentar a produção

Publicado em 01/07/2013 16:37 e atualizado em 01/07/2013 19:34
Feijão: O reajuste do preço mínimo foi dividido em categorias. Para o tipo cores, o preço mínimo subiu 28,1%, de R$ 74,16 para R$ 95 a saca de 60 quilos. Para o tipo preto, a alta foi de 41,6% para R$ 105 a saca.

Na última sexta-feira (28) o Conselho Monetário Nacional aprovou o novo preço mínimo para o feijão. O preço para o feijão carioca agora é de R$ 95,00/saca e para o feijão preto R$ 105,00/saca. Antes da mudança o preço mínimo de ambos era em torno de R$ 74,00/saca.

No entanto, apenas esse novo preço mínimo não será suficiente para alavancar o aumento na produção de feijão, os preços no mercado este ano seriam mais convincentes para os produtores. Ainda assim, mesmo não sendo o ideal para o produtor, esse novo preço indica uma postura do governo e fica bem distante do último valor de 74 reais.

Segundo Marcelo Lüders, da Correpar, com o novo preço mínimo pode ser que alguns produtores comecem a pensar em produzir feijão preto em regiões onde só se produz feijão carioca porque o tipo preto tem mercado internacional. O atual preço do feijão preto no mercado interno está em torno de R$ 170,00/saca, devido a uma quebra de cerca de 90% na safra argentina, e deve continuar se valorizando, já que a próxima safra que atenderá a demanda interna é a própria safra brasileira, que sai em dezembro.

Já o preço mínimo para o feijão carioca deve estimular bem menos o produtor, uma vez que o mercado já está com preço altos há 2 anos e, mesmo assim, no ano passado, isso não foi suficiente para estimular uma maior área de plantio. Lüders afirma que apenas o preço mínimo não serve de estímulo aos produtores, resta ainda um bom preço de mercado e uma confiança no sistema do governo.

“A ferramenta de preço mínimo tem que continuar existindo para o pequeno produtor, mas para o médio e o grande seria interessante ter uma proteção por meio de contratos de opções de entrega para o governo, pelo menos o produtor garante o custo de produção”, completa Lüders.

Nesta segunda-feira (1), como não há volume de feijão carioca de boa qualidade disponível no mercado, o preço ao produtor está em cerca de R$ 230,00 no interior de Minas Gerais (MG) e no Paraná (PR) em torno de R$ 180,00. Já para o feijão preto, balizado pelo dólar, que voltou a subir hoje, o preço do feijão chinês no porto está em R$ 170,00.

Por: e Aleksander Horta E
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família