DA REDAÇÃO: Milho tem dia de realização de lucros em Chicago, de olho no clima bom para as lavouras dos EUA
Após um pregão de muita volatilidade, os principais vencimentos negociados na Bolsa de Chicago terminaram a segunda-feira (01) em baixa. As perdas mais intensas foram registradas no curto prazo, com o julho perdendo 23,75 pontos, encerrando a US$ 6,55 por bushel. O agosto perdeu 15,75 pontos e fechou a US$ 5,31.
Segundo analista da Safras & Mercado, Paulo Molinari, o mercado ainda reflete os números de estimativa de safra divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira (28) e, por isso, trabalharam durante esta sessão em movimento de realização de lucros. Por outro lado, existe um clima mais favorável nos EUA, o que tem favorecido o desenvolvimento das lavouras norte-americanas.
Após o encerramento do pregão diurno, o USDA divulgou seu novo boletim de acompanhamento de safra, indicando que o índice das lavouras em boas ou excelentes condições, tanto de soja quanto de milho, registraram um ligeiro aumento, passando de 65 para 67% para ambas as culturas. Além disso, informou ainda que o plantio da oleaginosa está quase concluído. A semeadura já chegou a 96% que na semana passada era de 92%, e em 2012, já havia sido concluído. A media dos últimos cinco anos é de 98%.
Com o plantio concluído, 67% das plantações norte-americanas de milho estão em boas ou excelentes condições, informou o boletim do USDA. Na semana anterior, eram 65%. Em situação regular, encontram-se 25% das lavouras e apenas 8% em condições ruins ou muito ruins. Os números apresentaram pouca oscilação em relação aos da semana precedente.
Para Molinari, é este o cenário que vem se confirmando muito favorável para o desenvolvimento das lavouras dos EUA, sendo assim, fator de pressão para os preços tanto no curto quanto no longo prazo.
Além dos fundamentos que exerceram influencia para o dia de baixa em Chicago, o movimento de realização de lucro foi favorecido pela rolagem de posições dos investidores, com a chegada do mês de entrega do produto, tanto para o milho, como também para a soja.