DA REDAÇÃO: Trigo puxa alta em Chicago interesse maior de compradores
Os contratos futuros do trigo encerraram a quarta-feira (03) com altas de até 6 pontos na Bolsa de Chicago. O cereal teve um dia de valorização, já que os recentes recuos das cotações atraíram o interesse do comprador internacional. Além disso, a oferta deverá ser menor do que o esperado e a demanda já conta com alguns novos participantes, fatores que acabam contribuindo com o avanço dos preços.
Interligados, os mercados vizinhos do trigo em Chicago, soja e milho, sentem também o bom momento do mercado e acabam sendo positivamente influenciados por essa notícia. O milho, no entanto, não foi capaz de segurar as altas registradas mais cedo e logo passou para o campo misto, atuando mais uma vez com intensa volatilidade.
Segundo o analista de mercado da Correpar, João Donizette Garcia, o cenário positivo para o trigo vem se arrastando desde a safra 2012/13, quando a produção mundial sofreu uma forte quebra. Somada a demanda aquecida, o momento se confirma oportuno para os preços.
No dia, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 360 mil toneladas de trigo para a China. O volume deverá ser entregue ano comercial 2013/14.
Para o Brasil, a influência tende a ser muito positiva para os estados produtores do Sul. No Paraná, a saca está sendo negociada a R$ 40, acima do preço mínimo estipulado pelo governo, com perspectiva de se manter elevado até o início da colheita em meados de agosto e início de setembro.
Garcia lembra que as moageiras nacionais já estão com os estoques mais baixos e, com uma necessidade de recomposição do produto, haverá uma corrida pelo trigo e, consequentemente, fundamental para manter os preços mais altos.
Para o Rio Grande do Sul, com a entrada do produto apenas entre meados de outubro e novembro, o mercado poderá estar mais pressionado, segundo avaliação do analista, mas ainda sim com preços a serem comercialização acima do mínimo.