DA REDAÇÃO: Sem novidades, grãos fecham em terreno misto em Chicago, negativamente pressionados
Sem novidade, os mercados da soja e do milho terminaram a sessão desta sexta-feira (05) em campo misto na Bolsa de Chicago, com preços predominantemente mais baixos. No caso da soja, o recuo mais expressivo se deu nos vencimentos mais distantes, com perdas de mais de 20 pontos para os contratos setembro/13 e março/14. Em alta, apenas o julho/13, cotado a US$ 15,88, subindo 4,50 pontos.
Os negócios foram retomados após o feriado de 4 de julho nos Estados Unidos com o mercado ainda operando com a força de duas frentes: uma no curto prazo e outro no longo e médio prazo. De um lado, falta de produto disponível nos EUA está dando suporte aos contratos mais próximos, principalmente o agosto/13, e de outro, o mercado está pressionado com a entrada da nova safra dos EUA e com as boas projeções para a temporada.
Segundo o analista de mercado da Safras & Mercado, Paulo Molinari, a safra de soja e milho do Meio-Oeste americano tem pouco mais de 20 dias para se definir. Até o momento, o clima tem colaborado com o desenvolvimento das plantas, fator que pressiona os contratos mais longos das commodities. Diante desse cenário, estes contratos tendem a continuar pressionados no segundo semestre. Apenas uma catástrofe climática poderia mudar o quadro.
No mercado interno brasileiro, o dia de novamente de poucos negócios para a soja, com recuo em algumas praças. Em Passo Fundo/RS, o valor passou de R$ 70,50 para R$ 69,50. No porto de Rio Grande, o recuo foi de R$ 74,50 para R$ 73,00. Em Rondonópolis (MT), a saca de soja caiu de R$ 60,00 para R$ 58,50 e em Dourados (MS), de R$ 60,00 para R4 59,00. Porém, em Cascavel (PR), a cotação subiu de R$ 66,50 para R$ 67,50.
Molinari avalia que a demanda da soja brasileira está diminuindo, com o país completando seus compromissos com as exportações, volume considerado muito grande para a temporada.
Para o mercado do trigo, o analista explica que a queda registrada no dia em Chicago foi pressionada pelo bom desenvolvimento das safras mundiais, sendo elas na região do Mar Negro, no leste europeu, Na Austrália, a colheita de uma boa safra de inverno nos EUA. E, o suporte para os preços melhores nos últimos dias se confirmam com uma demanda mais aquecida vinda da China e do Egito. A tendência para a próxima semana é de preços se mantendo nos atuais patamares.