DA REDAÇÃO: Café – À espera de políticas por parte do Governo, cafeicultores amargam preços baixos
Nesta segunda-feira (8), o Governo liberou R$ 700 milhões para sustentar os preços do milho no mercado interno brasileiro. Enquanto isso, os cafeicultores enfrentam uma crise no setor com os preços baixos do grão e falta de políticas públicas para o setor. O preço mínimo fixado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), em R$ 307,00 a saca de café arábica, está aquém dos custos de produção.
De acordo com o cafeicultor de Varginha (MG), Marcos Paiva Foresti, o Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) já era para ter sido anunciado pelo Governo. “A cafeicultura gera inúmeros empregos e estamos jogados às traças. Olha a comparação, é uma tragédia no Sul de Minas Gerais”, destaca.
Por outro lado, o cafeicultor ainda destaca a falta de união do setor, que apesar de ter realizado a paralisação na semana anterior em Três Pontas (MG) contra os baixos preços do café, nenhuma medida foi divulgada para os produtores rurais. “Temos que nos unir, planejar e fechar as portas das cooperativas, ir à Brasília caso seja necessário”, afirma o cafeicultor.
Diante desse cenário, as cooperativas de crédito da região estão sem recursos para emprestar aos agricultores que precisam para iniciar a colheita da temporada 2013. “Vamos ter que vender o produto barato entre R$ 260,00 e R$ 255,00 a saca, sendo que o preço mínimo é de R$ 307,00. O café de primeira qualidade é negociado a R$ 380,00 a saca, em contrapartida o café de varreção é comercializado a R$ 230,00”, finaliza Foresti.