DA REDAÇÃO: Padre de Tapurah (MT) fala sobre temas polêmicos
Na última sexta-feira (5), durante um debate na 11ª Exposição Agropecuária de Tapurah (MT), o padre do município, João Heidmann, questionou o Senador Pedro Taques (PDT/MT) sobre a corrupção no Brasil e, nesta segunda-feira (8), em entrevista ao programa Mercado&Cia, expôs a sua opinião sobre temas polêmicos.
Reforma Agrária: “O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) é um órgão muito importante, mas mal gerenciado. É correto o governo dar terras para os pobres, mas não colocá-los no sertão. É preciso fazer uma reforma agrária e colocar essas pessoas próximas aos grandes centros, onde possam trabalhar, ganhar dinheiro e ter uma vida digna. Não adianta jogá-los no sertão sem assistência nenhuma, vivendo de mandioca e abóbora cozida o ano inteiro até morrer de fome e não adianta também plantar e produzir se não tem para quem vender. Se fala em agricultura familiar, mas não há assistência para esses pequenos produtores, é preciso tirar essas pessoas da pobreza e fazer com que vivam com dignidade”.
Questão Indígena: “Os índios são ancestrais brasileiros, nossos irmãos e devem ser tratados com dignidade porque no passado já foram escorraçados. No entanto, o Cimi, a Funai, as ONG´s e os antropólogos, ao invés de ajudar os índios a saírem da situação de miséria em que se encontram, ficam atrás de mais terras. Os índios não querem mais terras nas quais eles não produzam, muitos deles querem é viver nas cidades como cidadãos comuns, integrados a sociedade e com uma vida digna”.
Copa do Mundo: “O Brasil pode ser o país do futebol, mas com a Copa de 2014 houve muito desvio de dinheiro na construção de estádios caríssimos enquanto falta educação, saúde, segurança e estradas, o governo ainda não entendeu o grito das ruas. No Mato Grosso (MT), o governador Silval Barbosa (PMDB/MT) desviou dinheiro do Fethab (Fundo Estadual de Transportes e Habitação) enquanto a população está na miséria e os agricultores não têm como transportar os seus produtos. Não tenho nada contra o futebol, gaste o que tem que gastar, mas não esse dinheiro exagerado tirado dos cofres públicos para depois o povo viver na miséria”.