DA REDAÇÃO: Com demanda aquecida, soja encerra em alta no pregão eletrônico da Bolsa de Chicago

Publicado em 09/07/2013 11:05 e atualizado em 09/07/2013 13:27
Grãos têm dia de boas altas em Chicago com suporte vindo da demanda, principalmente da China. No mercado interno, porém, negócios continuam acontecendo em ritmo lento e preços do milho podem ficar pressionados pelas próximas semanas com a entrada da safrinha brasileira.

Nesta terça-feira (9), soja, milho e trigo encerraram o pregão eletrônico com boas altas na Bolsa de Chicago. A soja teve mais uma sessão com ganhos expressivos, próximos aos 20 pontos nos principais vencimentos. Milho e trigo fecharam com altas de mais de 10 pontos nas posições mais negociadas.

De acordo com o analista de mercado, Vlamir Brandalizze, o quadro geral do mercado é de apoio aos fundamentos, principalmente da demanda, que segue aquecida especialmente pelos chineses: “A China está comprando quase todos os tipos de grãos do mercado, já que a demanda interna do país está em crescimento e a safra local pode apresentar problemas, o que resultará em grandes volumes de importações. Somente na última semana a China comprou 1 milhão de toneladas de trigo, o que puxa os outros produtos também”.

Os atuais preços para os grãos estão nos menores níveis em 12 meses. Com cotações baratas e a necessidade de estoques por parte dos chineses devido à demanda constante, as importações acontecem cada vez mais.

A previsão climática para os próximos 10 dias nos EUA apontam uma redução no volume de chuvas e aumento da temperatura, o que pode dar uma pressão de alta nas cotações, já que o clima quente é desfavorável para as lavouras que estão começando a entrar na floração.

Brasil: A Conab divulgou um novo levantamento para a safra 2012/13, que aponta mais um recorde, com cerca de 165 milhões de toneladas de grãos para essa safra. O destaque é a safrinha de milho, com expressivo aumento na produção em relação ao último levantamento e também ao ano passado.

Segundo Brandalizze isso deve pressionar o mercado: “Estamos colhendo um volume muito grande e com a falta de espaço para armazenagem ocorrerá uma pressão de oferta desfavorável para os preços. No entanto, nesta última segunda-feira (8), o governo anunciou a liberação de R$ 700 milhões para apoiar os produtores. Brandalizze afirma que como o Brasil é carente em armazenagem e não tem capacidade para segurar todo esse milho, é obrigação do governo dar garantia de liquidez ao produtor para que ele não venda a saca com preços muito abaixo dos custos de produção.

Os preços para o milho no Porto de Paranaguá (PR) hoje (9) estão em torno de R$ 25,50/saca e no interior do Paraná (PR) em  R$ 21,00/saca. A soja no Porto de Paranaguá está em R$ 70,50/saca e no Porto de Rio Grande (RS) a R$ 74,00/saca.

Fonte: Notícias Agrícolas

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