DA REDAÇÃO: Sustentados pela demanda, grãos tem dia de forte alta em Chicago

Publicado em 09/07/2013 18:59 e atualizado em 09/07/2013 19:52
Grãos: Demanda volta com força e impulsionou expressivas altas para as cotações futuras em Chicago. As atenções também se voltam para o clima ainda no desenvolvimento da safra norte-americana.

Os contratos futuros da soja, milho e trigo terminaram a sessão da terça-feira (09) com fortes altas na Bolsa de Chicago. Segundo analistas, o principal fator de sustentação para as cotações neste início de semana é a aquecida demanda mundial por grãos, principalmente por parte da China. 
Nesta segunda-feira (08), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de volumes de soja, milho e trigo dos EUA para a China e outros destinos com entrega prevista para a temporada 2013/14, confirmando a continuação dessa firmeza da demanda. 

Na avaliação do consultor da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado começa a mostrar uma tendência mais altista diante da demanda bastante aquecida e, por outro lado, a expectativa para a produção final da nova safra norte-americana. Se confirmada a previsão de calor excessivo no final de julho e começo de agosto – período de desenvolvimento final dos grãos – a produtividade dos EUA pode ser prejudicada e, consequentemente, esse temor já preocupa os principais consumidores mundiais, em especial a China.

Brandalizze explica que o país asiático já dá sinais de que suas lavouras não serão volumosas em termos de produção e precisará importar cada vez mais alimentos do mundo. Assim, com o atraso no plantio do milho e da soja nos EUA, a China começa a avançar nas suas compras para garantir preços ainda baixos dos grãos. Portanto, assim se confirma uma tendência altista para os preços internacionais, como o registrado nesta terça-feira.

Segundo ele, pouco mais de 5% das lavouras de soja norte-americanas ainda não germinaram até esta segunda semana de julho, o que representa 1,6 milhões de hectares, cerca de quase toda a produção do Mato Grosso do Sul no Brasil.

Já no caso do milho, os chineses vem aumentando consideravelmente suas compras de trigo e, com uma forte produção de milho vinda também do Brasil, os preços podem ficar mais pressionados. No entanto, um risco na produção dos EUA foi refletida no pregão de hoje, elevando as cotações internacionais do cereal. 

Para os brasileiros, o consultor aconselha vendas nos próximos dias, enquanto o mercado ainda refletir os riscos da safra dos EUA e elevar as cotações. Nas altas, os produtores deve se prevenir para, pelo menos, garantir os seus custos de produção. 

 

Por: e João Batista Olivi E
Fonte: Notícias Agrícolas

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