DA REDAÇÃO: Soja – À espera do relatório do USDA, mercado opera em campo misto nesta quarta-feira (10)

Publicado em 10/07/2013 13:39 e atualizado em 10/07/2013 15:53
Grãos: Preços futuros em Chicago voltam a subir, mas melhora ainda não reflete nas cotações no mercado interno brasileiro. Ineficiente logística do país faz com os prêmios nos portos sejam negativos e gera mais custos aos exportadores. No milho, preços são pressionados pelo avanço da colheita e no PR já recuaram em média R$ 3,00 por saca.

No pregão regular desta quarta-feira (10), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em campo misto. Por volta das 15h20 (horário de Brasília) as primeiras posições da commodity registravam perdas entre 20,25 e 2,25 pontos, enquanto os demais contratos exibiam ganhos entre 6,50 e 8 pontos. Ao mesmo tempo, os futuros do milho e do trigo trabalhavam do lado positivo da tabela.

O economista da Granoeste Corretora de Cereais, Camilo Motter, explica que apesar da retomada dos preços em Chicago, essa melhora ainda não reflete nas cotações no mercado interno brasileiro. No mercado físico norte-americano, os prêmios estão cerca de US$ 1,50 até US$ 2,00 por bushel acima dos valores praticados na CBOT. A demanda aquecida frente aos estoques ajustados no país permanece dando suporte aos preços.

Em contrapartida, os prêmios nos portos brasileiros estão negativos à medida que o país ainda encontra dificuldades em escoar a produção. “Não conseguimos fazer uma transferência adequada por conta da logística, por isso, vemos Chicago retomando os ganhos de forma acentuada, mas pouco reflexo positivo no Brasil. Ineficiente logística faz com que os prêmios sejam negativos”, ratifica o economista.

No Porto de Paranaguá, os navios esperam entre 2 a 3 meses para carregar os grãos, o que gera custos aos exportadores e consequentemente aos produtores rurais. Já no Porto de Rio Grande, onde os embarques ocorrem de maneira mais rápida os preços pagos estão em torno de R$ 4,00 acima dos praticados em Paranaguá.

No caso do milho, os preços têm sido pressionados negativamente com o avanço da safrinha em várias regiões produtoras. Após um período com expressivas chuvas, os produtores paranaenses estão conseguindo dar continuidade aos trabalhos no campo. Ainda nesta terça-feira (09), a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgou novo levantamento da produção de grãos brasileira, que apontou a produção de milho em 79 milhões de toneladas no somatório das duas produções.

“Em algumas regiões do Paraná, os preços da saca do cereal já caíram entre R$ 2,00 e R$ 3,00. No oeste do estado, onde a saca era negociada entre R$ 23,00 e R$ 22,00, hoje é comercializada entre R$ 20,00 e R$ 19,50 por saca”, destaca Motter.

Mercado internacional – Na visão do economista, os fundamentos do mercado são os mesmos, e o clima deve continuar exercendo grande influência na formação dos preços. As previsões climáticas apontam a formações de um novo sistema no cinturão de produção dos EUA, com temperaturas mais elevadas e menor volume de chuvas na parte Oeste.

“Essa situação deve puxar os preços da soja e do milho. Mercado está sensível a questão climática por causa da alta demanda e baixos estoques. O mercado tem um posicionamento altista no mercado. Ainda nesta quinta-feira (11), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga novo relatório de oferta e demanda”, diz o economista.

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família